Libertadores

Todos por Hulk: torcida, jogadores e Milito ajudam artilheiro a acabar com jejum

Depois de nove jogos sem balançar as redes e muitas chances ficando no quase, Hulk marcou no último lance do jogo, e muito graças a seu entorno

Na goleada do Atlético-MG por 4 a 0 contra o Caracas nesta terça-feira (28), o atacante Hulk encerrou um jejum de nove jogos sem balançar as redes. Mas não foi fácil. O camisa 7 perdeu várias chances, mas, motivado pela torcida, seus companheiros e por Milito, não desistiu e marcou seu gol no último lance.

A seca de nove jogos foi a segunda maior de Hulk pelo Atlético. Se não marcasse contra o Caracas, empataria com seu maior jejum no clube.

No primeiro tempo, não faltaram chances, mas a noite não parecia que ia sorrir para Hulk. Primeiro ele bateu uma falta que a bola tocou no goleiro, na trave, correu na frente do gol e não entrou. Depois, perdeu uma chance clara na área sozinho. Para finalizar, desperdiçou uma chance que ele já converteu várias e várias vezes: arrancada sozinho e cavadinha.

Torcida abraçou Hulk

No segundo tempo, logo nos minutos iniciais, Hulk perdeu mais uma chance. Mas a torcida do Galo não deixou seu ídolo perdeu as forças. Na mesma hora, o estádio inteiro gritou o nome do camisa 7, o motivando.

Hulk tentou mais algumas vezes, sempre batalhando contra os zagueiros, pedindo até um pênalti, mas sem ser atendido. O camisa 7 até abdicou da força e tentou no jeito, com uma cobrança de falta colocada no ângulo, mas o goleiro foi buscar.

E quando parecia que, mais uma vez, não seria a noite de Hulk, ele arrancou pela direita, driblou dois defensores e, de canhota, bateu rasteiro de fora da área no canto do goleiro para, finalmente, voltar a balançar as redes.

O agradecimento já é natural. A Massa, que a bola ia pra fora, goleiro defendia, batia na trave e eles lá gritando meu nome. Pensava: “Poxa, estou recebendo o incentivo da Massa e o gol tem que sair hoje”. Vinha persistindo bastante, eram nove jogos (sem marcar) e fico muito feliz em voltar a fazer gol — destacou Hulk.

E os jogadores também

Hulk não recebeu apoio só da torcida. Em campo, mesmo com ele perdendo as oportunidades, os jogadores não paravam de procurá-lo no ataque. Quase todo lance passava pelos pés do camisa 7, e os atletas sempre tentavam deixá-lo o mais claro possível para criar uma chance de gol.

Após o jogo, o atacante Paulinho, parceiro de Hulk, mas que foi poupado contra o Caracas, falou sobre a importância do gol para o camisa 7:

— A gente sabe que o Hulk precisava desse gol. Ele está sempre disposto a ajudar o time de qualquer forme. Ele é um ídolo para o Atlético e, em todos os momentos que ele precisar, estaremos ali por ele. Foi importante ele marcar para tirar essa ansiedade e assim voltar ao normal — afirmou.

Já o lateral Guilherme Arana destacou que todo atacante já passou por uma fase dessa, e que para Hulk, pela qualidade que tem, era apenas questão de tempo até voltar a balançar as redes.

Abraço especial de Hulk em Milito

Ao finalmente marcar, Hulk extravasou com a torcida e com os jogadores. Depois da comemoração, fez questão de ir até Gabriel Milito e abraçá-lo. No pós-jogo, ele revelou que o treinador deu moral para que voltasse com a cabeça erguida em busca do gol.

— O Milito, além de um grande treinador, assim como toda a comissão dele, é uma grande pessoa. É um cara muito inteligente, que conversa bastante, não só comigo, mas com todos, dá atenção a todo mundo. Quando voltei, no intervalo do jogo, ele falou para eu levantar a cabeça e deu moral para voltar e fazer o gol. Dei a ele um abraço de gratidão, e estendo a toda a comissão e ao elenco — afirmou Hulk.

O abraço de Hulk em Milito após o fim do jejum de gols do atacante (AGIF/Icon Sport)

Já o treinador afirmou estar muito feliz por Hulk ter voltado a marcar, mesmo em um jogo em que parecia que isso não ia acontecer. Ele garante que, agora que o gol saiu, o camisa 7 “não vai parar”, e o time vai ajudá-lo para isso acontecer.

Hulk bate recorde no Atlético e iguala Pelé e Zico na Libertadores

Além de acabar como jejum, o gol contra o Caracas colocou o Hulk, de forma isolada, como o maior artilheiro da história do Atlético em torneios internacionais, com 16, todos na Libertadores. Pela competição, ele iguala simplesmente Pelé e Zico, que marcaram o mesmo número de gols por Santos e Flamengo, respectivamente.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Jornalista pela PUC-MG, passou por Esporte News Mundo e Hoje em Dia, antes de chegar a Trivela. Cobriu Copa do Mundo e está na cobertura do Atlético-MG desde 2020.
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