África

O gigante bradou mais uma vez: Al Ahly conquista seu 10º título da Champions League da África

Em uma final disputada no Marrocos, o Al Ahly conquistou o título com uma categórica vitória por 3 a 0 sobre o Kaizer Chiefs

O Al Ahly ampliou o seu domínio na África ao conquistar o seu 10º título de Champions League neste sábado, 17. Os egípcios venceram o Kaizer Chiefs por 3 a 0 a decisão, jogada em partida única no Stade Mohammed V, em Casablanca, no Marrocos. Foi a 13ª final continental do time de Cairo e a 10ª vitória. Ninguém venceu mais que os Diabos Vermelhos nesta competição.

O Al Ahly já tinha mostrado seu valor no Mundial de Clubes, disputado em 2021 por causa da pandemia de COVID-19, mas referente ao ano de 2020. Foi um rival duro para o Bayern e venceu o Palmeiras na disputa pelo terceiro lugar. Pitso Mosimane mais uma vez mostrou seu ótimo trabalho. Curiosamente, ele é sul-africano e foi com ele que o Mamelodi Sundowns conseguiu a taça continental, em 2016. Desde 2020 é o técnico do Al Ahly e vai aumentando o seu currículo.

 Os sul-africanos do Kaizer Chiefs chegaram pela primeira vez à final continental e esperavam levar o título para o país. No primeiro tempo, o jogo foi equilibrado. Mohamed Shefir foi anulado pelos dois zagueiros do time sul-africano no primeiro tempo, Eric Matholo e Daniel Cardoso. Os cruzamentos em busca do centroavante não o encontraram sozinho em nenhum momento.

Defensivamente muito bem, os Chiefs se mantiveram firmes em toda a primeira etapa. Aguentaram a pressão e viram os rivais tentarem, sem sucesso, quebrar o cadeado imposto pelo time sul-africano. O Al Ahly terminou o primeiro tempo com 72% de posse de bola, mas não acertou um chute sequer no gol entre os seis que disparou.

As coisas mudariam nos acréscimos do primeiro tempo. Happy Mashiane entrou forte no lateral direito Akram Tawfik e recebeu o cartão amarelo. O árbitro, porém, foi chamado pelo VAR para revisar o lance, que seria para expulsão. Ao rever o lance, ele voltou a campo e trocou o cartão: em vez o amarelo, o vermelho.

Com um jogador a menos, os Chiefs tiveram muita dificuldade em segurar o ímpeto dos Diabos Vermelhos. Logo a oito minutos do segundo tempo, Mohamed Sherif recebeu uma linda bola em profundidade do lateral Tawfik e, com um toque sutil, tirou do goleiro tocando por cima: 1 a 0 Al Ahly. Foi o seu 10º gol nos últimos oito jogos do time.

Com 19 minutos, o Al Ahly marcou o segundo gol. Já com muito espaço para jogar, aproveitando que o Kaizer Chiefs precisou sair para o ataque, os egípcios foram mortais nos contra-ataques. Taher Mohamed recebeu livre pelo lado esquerdo, tocou para o meio com Mohamed Magdy Afsha, que tomou para Sherif devolver, meio sem querer. Afsha bateu bonito, no alto, e marcou um golaço: 2 a 0.

O time egípcio matou o jogo aos 29 minutos. Mais um contra-ataque com um lançamento longo, Sherif foi acionado pelo meio e o jogador ameaçou finalizar, mas tocou de calcanhar para Amr Al-Sulaya, que bateu colocado, bonito, no alto, e sem dar chance ao goleiro Daniel Akpeyi: 3 a 0 e fatura liquidada.

Com isso, o Al Ahly conseguiu manter o seu título, já que tinha conquistado também em 2020. O primeiro título do Al Ahly na competição foi em 1982. Depois, conquistou a taça também em 1987, 2001, 2005, 2006, 2008, 2012 e 2013. O time que mais vezes levantou a taça na África coloca o seu nome como campeão e amplia o domínio.

O título os faz ter cinco taças a mais que o segundo clube no ranking, o rival Zamalek, que tem cinco, mesmo número do TP Mazembe, do Congo. O Esperance Tunis tem quatro e Raja Casablanca e Canon Yaoundé têm três cada. O Kaizer Chiefs queria ser o terceiro sul-africano a conquistar o título. O Orlando Pirates, em 1995, foi o primeiro clube do país a levantar a taça. Em 2016, o Mamelodi Sundowns também conseguiu a taça. Em termos de países, o Egito está muito à frente: tem 16 títulos, contra seis de Tunísia, Congo e Marrocos. Argélia e Camarões têm três cada.

Confira os melhores momentos do jogo:

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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