Mundial de Clubes

Nos pênaltis, Al Ahly repete sua melhor campanha no Mundial, e Palmeiras deixa o Catar sem sequer fazer um gol

O Palmeiras terminou a sua participação no Mundial de Clubes de maneira melancólica. A disputa de terceiro lugar mais ou menos impõe que seja assim, mas foi realmente ruim: nenhum gol em 180 minutos e a pior campanha de um sul-americano na história da competição. Em que pese todo o contexto, faltou futebol ao campeão da Libertadores no Catar. Quem aproveitou foi o Al Ahly para acrescentar mais um feito ao seu vasto currículo, repetindo a sua melhor campanha com a medalha de bronze ao vencer nos pênaltis, após 0 a 0 no tempo normal.

Foi difícil ao Palmeiras fazer gol até mesmo na disputa de pênaltis. Errou as duas primeiras e teve o erro decisivo na quinta, com Felipe Melo. Embora tenha jogado melhor do que na semifinal, contra um adversário um pouco menos qualificado, voltou a mostrar problemas de criação e contou com uma grande defesa de Weverton para se manter na disputa.

A disputa de terceiro lugar não é a melhor régua para avaliações, entre a frustração da derrota na semifinal e uma final de Copa do Brasil em algumas semanas. Nem os jogos do Brasileiro em meio a partidas decisivas da Libertadores em que o Palmeiras não foi bem, com exceção da goleada sobre o Corinthians. O desempenho fraco no Mundial, porém, levanta a dúvida se a queda é apenas fruto do contexto de 70 jogos nesta temporada e escassez de treinos ou se há algo mais. A resposta precisará chegar no fim de fevereiro, nos duelos contra o Grêmio.

O Palmeiras começou o jogo em uma marcha muito lenta contra um Al Ahly plugado à tomada ao longo de todo o Mundial de Clubes. Lance mais ilustrativo foi o erro de Felipe Melo na saída de bola, aos 25 minutos, que levou a uma finalização cruzada perigosa de El Soleya – e Bwalya por pouco não completou na segunda trave. Bwalya também finalizou com certo perigo poucos minutos depois, antes de os brasileiros finalmente acordarem na partida.

Os 15 minutos finais da etapa inicial foram o melhor momento do Palmeiras. Rony bateu de primeira, perto do gol do Al Ahly, e depois teve uma cabeçada no cantinho, bem defendida por El Shenawy. Aos 40 minutos, Luiz Adriano apareceu na primeira trave para desviar cobrança de escanteio, para outra intervenção do goleiro egípcio.

O nível caiu ainda mais no segundo tempo. O Palmeiras até dominou mais a posse de bola e assumiu o controle das ações, mas não exigiu sequer uma defesa de El Shenawy. O Al Ahly não foi muito melhor, com uma finalização no período, mas foi uma bastante perigosa. Weverton caiu bem para espalmar o belo voleio de El Soleya da entrada da área. Junior Ajayi marcou no rebote, mas estava em posição de impedimento.

Bedr Benoun abriu os trabalhos nos pênaltis para o Al Ahly. Rony telegrafou tanto a sua cobrança que seria deselegante se El Shenawy não a defendesse. Weverton fez uma grande defesa contra El Soleya. Mas Luiz Adriano mandou para fora. E Marwan acertou a trave. Gustavo Scarpa, enfim, colocou uma bola palmeirense nas redes no Catar, Hany converteu para o Al Ahly e Gustavo Gómez para os brasileiros. Junior Ajayi colocou pressão no último batedor alviverde. Felipe Melo parou nas mãos de El Shenawy, e o Palmeiras fez as malas para voltar ao Brasil.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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