Mané confirma freguesia de Salah em classificação que coroa seleção mais regular da África
Com belo gol, ex-Liverpool derruba 'Rei Egípcio' e vai para decisão da Copa Africana de Nações
Os torcedores do Liverpool tiveram uma nostalgia com o duelo entre Senegal e Egito pela semifinal da Copa Africana de Nações nesta quarta-feira (14). Mohamed Salah e Sadio Mané estiveram frente a frente e, novamente, quem se sobressaiu foi o camisa 10 senegalês, reforçando a força de sua seleção no recorte recente.
Os Leões de Teranga venceram por 1 a 0, gol solitário de Mané em bela batida de fora da área aos 32 minutos do segundo tempo, e chegaram a sua terceira final da CAN nas últimas quatro edições da competição.
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Uma dessas decisões da seleção verde, amarelo e vermelho foi justamente em cima dos Faraós. Em 2022, o Senegal foi campeão africano nos pênaltis por 4 a 2 com Mané se redimindo convertendo a cobrança decisiva da taça — Salah nem teve a oportunidade de cobrar a sua naquele dia.
No mesmo ano, nos playoffs da Federação Africana que davam uma vaga na Copa do Mundo de 2022, Mané e companhia novamente se sobressaíram nas penalidades, dessa vez com o atual camisa 11 do Liverpool isolando sua tentativa antes que o atacante do Al-Nassr marcasse e classificasse seu país ao Mundial.
Mané chegou a sua 19ª participação em gol na história da CAN, o segundo no ranking só atrás de Samuel Eto’o (21). Salah é o terceiro, com 16, junto de Didier Drogba.
O camisa 10 de Senegal, já campeão em 2021, busca sua segunda taça no domingo (18) contra Marrocos ou Nigéria. O “Rei Egípcio”, aos 33 anos, ainda não conquistou o título da Copa Africana por seu país.

Senegal de Mané domina quase todo o jogo, e Egito só acorda no fim
O roteiro da etapa inicial foi Senegal com a posse de bola (70%) e o Egito buscando rápidos contra-ataques acionando Marmoush. As estratégias não deram certo nesses primeiros 45 minutos, mas os senegaleses foram quem mais se aproximou de se sobressair.
Os Leões de Teranga tiveram quatro finalizações contra nenhuma dos egípcios. Todas, porém, foram sem perigo. Diarra e Jackson tentaram de fora da área e não deram sustos em El-Shenawy. Gueye, em passe de Mané, deu o único chute de dentro da área, fácil no meio do gol para defesa do arqueiro dos Faraós. Inclusive, o camisa 10 ex-Liverpool criou boa chance em cruzamento rasteiro que a defesa adversária tirou.
No retorno da etapa final, o roteiro continuou muito parecido: senegaleses com a bola, Faraós se defendendo, e poucas chances de gol. Até que, em uma longa posse de bola, um chute foi bloqueado na marcação e Mané, de fora da área, encontrou o chute perfeito para abrir o placar.
O Egito só acordou no jogo após isso. Já era tarde. Todo no ataque, o máximo que fez foi exigir que Mendy encaixasse chute de Marmoush de fora da área aos 49 minutos.



