O Senegal pode ser excluído da próxima edição da Copa Africana?
Anulação do título senegalês abriu crise sem precedentes no futebol africano nesta quarta-feira (18)
A Confederação Africana de Futebol (CAF) anulou a vitória do Senegal na final da CAN 2025 sobre o Marrocos e atribuiu o título aos Leões do Atlas por 3 a 0, abrindo uma crise sem precedentes no futebol africano na última terça-feira (18). Mas uma segunda decisão pode agravar ainda mais a situação: os Leões da Téranga, que venceram no campo por 1 a 0, correm o risco de ser excluídos da próxima edição da competição.
Exclusão possível segundo o regulamento da CAN
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Um ponto específico do regulamento da entidade alimenta as preocupações. O artigo 59 estipula que uma equipe declarada ausente pode ser excluída da próxima edição da competição.
No caso em questão, a sanção imposta ao Senegal se assemelha a uma desistência administrativa. Se essa disposição for aplicada de forma estrita, os Leões da Téranga poderiam, teoricamente, ser privados da CAN 2027, prevista para ser disputada no Quênia, na Tanzânia e em Uganda.
Um cenário ainda hipotético, mas que representaria um grande problema em escala continental caso se confirmasse.
Dupla punição considerada desproporcional
Após perder um título conquistado em campo, uma eventual exclusão representaria uma dupla sanção pesada para o Senegal. A Federação Senegalesa não pretende aceitar a situação passivamente: um recurso ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) é esperado, com o objetivo de contestar uma decisão considerada injusta e desproporcional.
Nesse contexto, uma suspensão para a CAN 2027 viria agravar ainda mais uma situação já polêmica. Até o momento, nenhuma decisão oficial foi anunciada sobre uma eventual exclusão, e a interpretação do regulamento e sua aplicação concreta ainda permanecem pouco claras.
Se essa exclusão vier a ser confirmada, ela marcaria um precedente histórico com consequências de grande alcance para o futebol continental.
Entenda o caso
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A CAF julgou procedente um protesto da Federação Marroquina baseado no Artigo 82 do regulamento. O tribunal entendeu que a seleção de Senegal abandonou a partida antes do apito final. Pelas regras, um time que desiste ou sai de campo sem autorização do árbitro é declarado perdedor por 3 a 0 e eliminado da competição.
O incidente ocorreu nos acréscimos da final, quando o placar ainda levava a decisão para o tempo extra:
- Gol anulado: Senegal marcou com Ismaila Sarr, mas o árbitro anulou alegando falta de Idrissa Gueye em Hakimi no início da jogada.
- Pênalti polêmico: Pouco depois, o VAR recomendou e o árbitro marcou um pênalti para Marrocos (falta em Brahim Díaz), considerado muito questionável pelos senegaleses.
- Abandono: Revoltado com a arbitragem, o técnico de Senegal, Pape Thiaw, ordenou que o time saísse de campo. Curiosamente, mesmo com a saída dos companheiros, o goleiro Mendy ficou e defendeu a cobrança de pênalti de Brahim Díaz, mas a infração administrativa do abandono já havia sido configurada.