De saída de campo ao título: Senegal é campeão da Copa Africana de Nações
Marrocos teve a bola do título após pênalti para lá de polêmico, mas Brahim Díaz deu nova chance aos senegaleses
Pênalti para Marrocos nos acréscimos. Senegal saiu de campo. Parecia que a final da Copa Africana de Nações nem terminaria. Só que em uma grande reviravolta, os senegaleses não só conseguiram levar para a prorrogação, como levantaram seu segundo título da competição, vencendo por 1 a 0 neste domingo (18).
Já nos acréscimos, quando tudo parecia destinado ao tempo extra, Senegal chegou a colocar a bola na rede. Idrissa Gueye cabeceou, a bola bateu na trave e Ismaila Sarr marcou no rebote. Mas antes mesmo da bola entrar, o árbitro já havia marcado uma falta de Gueye em Hakimi.
A revolta senegalesa só aumentou pouco tempo depois. Faltando um minuto para o fim de jogo, o VAR chamou o árbitro e ele marcou pênalti de El Hadji Malick Diouf em cima de Brahim Díaz, em um lance que pareceu questionável, com o jogador do Real Madrid forçou a queda.
Com a definição do lance, o técnico Pape Thiaw ficou revoltado e tirou seu time de campo, enquanto Sadio Mané questionava a decisão e por alguns minutos ficou sozinho no gramado.
Depois de toda a confusão, Brahim Díaz foi para a batida e tentou dar uma cavadinha fraca no meio do gol, mas Mendy não caiu e defendeu sem problema algum.
Senegal decide cedo na prorrogação
Com um estádio basicamente silenciado, Senegal não demorou muito para tomar a vantagem com um golaço. Logo aos 3’, em um contra-ataque rápido, Gana Gueye achou Pape Gueye, que acertou um chutaço no ângulo de Bono, sem chance alguma de defesa.
Foi o primeiro gol senegalês em uma final da CAN. Mesmo no título conquistado em 2021, a equipe não tinha marcado nos 120 minutos, levando o troféu apenas nos pênaltis.
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‘Não passa uma boa imagem do futebol africano’
Comentando pelo Canal 4, da Inglaterra, o ex-atacante nigeriano Efan Ekoku afirmou que o que aconteceu nos acréscimos “não passa uma boa imagem do futebol africano”.
Ekoku também disse que achou contestável o pênalti, mas que a decisão tinha sido tomada e que os jogadores tinham que respeitar.
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– Você não pode fazer isso. Por mais que você se sinta injustiçado, você tem que respeitar o árbitro e as regras… Eu tenho simpatia, mas não deixa uma boa impressão.
Ex-Chelsea, John Oki Mikel afirmou que entendia a frustração dos jogadores de Senegal, mas que sair de campo não era uma boa decisão.
Arbitragem em jogos de Marrocos foi grande polêmica do torneio
A arbitragem da CAN de 2025 gerou muito polêmica, principalmente em jogos de Marrocos, que sediou o torneio.
Nas oitavas de final, a Tanzânia reclamou muito de um pênalti nos acréscimos após Adam Masina derrubar Iddy Nado na área em uma partida vencida pelos donos da casa por 1 a 0.
Já nas quartas de final, na vitória marroquina sobre Camarões, os “visitantes” questionaram duas decisões do árbitro, em mais dois lances envolvendo Masina: uma falta dentro da área em cima de Bryan Mbeumo e o que pareceu uma cotovelada na cabeça de Karl Etta Eyong.
O técnico marroquino Walid Regragui saiu em defesa dos árbitros do continente antes da semifinal.
– Eles querem fazer as pessoas acreditarem que as partidas são sempre vencidas dessa forma. Não vamos nos enganar: no continente africano, isso sempre existiu, para semear dúvidas e controvérsias. Vocês, jornalistas, precisam fazer o seu trabalho.