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Zebras na Copa

Uma dos grndees chavões para explicar o porquê de o futebol ser o esporte mais popular do mundo é sua imprevisibilidade. Até porque é consenso que o jogo permite que nem sempre o melhor vença, e essa falta de rotina alimenta e anima torcedores de todas as partes.

Em Copas do Mundo, isso se comprova com facilidade. Vejamos: torneio de tiro curto, sete jogos apenas para uma seleção sagrar-se campeã, o orgulho patriótico em campo que faz crescer o ímpeto de qualquer jogador, as questões externas, políticas, que transformam seleções em pátrias de chuteiras… Se futebol é momento, Mundiais são flashes. Aquele que estiver em um mês iluminado se sobressai.

Tendo este panorama, e pela proximidade do 18º Mundial, pensamos: por que não elencar as principais surpresas ocorridas em Copas? Em vez de apresentá-las pela ordem cronológica, que tal mais um ranking, já que gostamos tanto de classificar o mundo?

Sendo assim, trazemos os 20 resultados mais inusitados em Copas, classificados levando em conta alguns critérios, como o favoritismo que não se confirmou, o país que recebeu o evento, adversários enfrentados e a qualidade do futebol que as equipes vinham apresentando.

20) Coréia do Sul (2002)

É verdade que os sul-coreanos eram anfitriões e receberam ajudas mais do que providenciais dos árbitros. Porém, para uma seleção que foi apontada como forte candidato a ser o primeiro time da casa a cair na primeira fase, chegar às semifinais passando por Portugal, Itália e Espanha é bastante inusitado.

19) Estados Unidos (1930)

Nem pode ser considerada uma seleção dos Estados Unidos, pois se tratava de um combinado cheio de ingleses e escoceses que representavam os norte-americanos. Isto ocorreu devido a divergências dentro da federação inglesa, que discordava sobre pagar jogadores amadores. Nesta seleção havia um jogador de descendência portuguesa, porém nascido em território americano: Adelino “Billy” Gonsalves. Considerado um dos maiores atletas do esporte nos Estados Unidos até hoje, comandou o time dos Estados Unidos ao terceiro posto na primeira Copa do Mundo disputada, no Uruguai. Detalhe: como não houve eliminatórias para este Mundial, os americanos, assim como os demais, foram convidados a participar.

18) Argélia 2×1 Alemanha (1982)

Jogo de estréia das duas seleções na Copa daquele ano. Era também a primeira participação argelina em Copas. E uma zebra verde e branca passeou: 2 a 1 para os africanos, em solo europeu. No jogo, a Argélia saiu na frente, sofreu o empate, mas ao contrário do que se esperava, não sentiu o baque e chegou ao segundo gol um minuto depois. Ainda assim, a surpresa não alterou os destinos do Mundial: num grupo que também contava com Áustria e Chile, as favoritas européias avançaram para a segunda fase na Espanha. Porém, para se entender a dimensão da zebra, a equipe árabe também derrotou o Chile e os alemães-ocidentais, futuros vice-campeã daquela Copa, só passaram de fase por causa de uma marmelada vergonhosa com a Áustria.

17) Dinamarca (1986)

Não se tornou surpreendente por apenas um jogo, em sua estréia em mundiais. Michael Laudrup e Elkjaer surgiam para o mundo da bola e a equipe nórdica venceu os seus três adversários da primeira fase. Não satisfeita, decidiu arrasar: o 1 a 0 magro contra a Escócia escondeu a acachapante vitória contra o bom time uruguaio por 6 a 1. Em seguida, um 2 a 0 sem contestação contra a Alemanha Ocidental, então vice do torneio. A seleção do frio ganhava um apelido: Dinamáquina. Mas ela emperrou contra a Espanha, logo na seqüência. E enguiçou feio: 5 a 1 frente à Fúria, e a eliminação nas oitavas-de-final. Porém, não se desbanca dois grandes campeões mundiais à toa. E a participação dinamarquesa no México entrou para a história.

16) Bélgica (1986)

E a zebra galopou solta naquele ano, sem rédeas nem sela. Mas ela tentou se esconder: após a derrota dos belgas na estréia, contra os mexicanos, donos da casa, poucos apostariam que a Bélgica chegaria às semifinais. Porém, vencendo o Iraque e empatando com o Paraguai, avançou à fase seguinte. De cara, eliminou o duro time da União Soviética nas oitavas, em um jogo de arbitravem controversa. Os Diabos Vermelhos, não contentes, infernizaram a Espanha nas quartas de final, com um empate em um gol no tempo normal e com vitória nos pênaltis, por 5 a 4. Basta lembrar que a Fúria havia despachado a então sensação da Copa: a Dinamarca, e de lavada. Os belgas só pararam diante dos futuros campeões, os argentinos. E depois, não resistiu à força técnica dos franceses na decisão do terceiro lugar, mas terminou com uma honrosa quarta colocação.

15) Suíça 4×2 Alemanha (1938)

Quem imaginaria que a toda poderosa seleção de Hitler seria desclassificada logo na primeira fase? Pois foi o que aconteceu. Coube à Suíça, seleção de pouca tradição futebolística, o feito. No primeiro confronto, empate em 1 a 1, o que motivou a disputa de uma segunda partida. No desempate, a Suíça venceu por 4 a 2 de virada e Alemanha de voltou mais cedo para casa. Culpa de quem? Hitler é o primeiro responsável, por ter obrigado a escalação de atletas austríacos dentro do elenco alemão, fruto dos devaneios de raça ariana. A Alemanha, politicamente, tinha acabado de anexar a Áustria, e, evidentemente, o clima entre os jogadores não era dos melhores. E por conflitos internos, a Suíça sapateou sobre os alemães passaram vergonha.

14) Tchecoslováquia 6×1 Argentina (1958)

Para o deleite do leitor-torcedor brasileiro. A maior derrota dos argentinos em Copas foi tão surpreendente que o fato das duas seleções terem morrido abraçadas na primeira fase ajuda a entender o vexame encenado pela Argentina. Ela foi à Suécia com banca de favorita, após o título da Copa América em 1957, quando ganhou de todos os adversários. Porém, com um time sem as estrelas que jogavam no exterior, a equipe calçou o salto alto e perdeu para a Alemanha, campeã mundial na época, e derrotou a Irlanda do Norte. Aumentou o tamanho do salto contra os tchecoslovacos e sofreram o histórico chocolate. Três gols no primeiro tempo e os outros três no segundo. Uma zebra de tamanho incalculável, pois a inegável talentosa seleção argentina perdia para um selecionado em formação, sem força para enfrentar os grandes do futebol na época.

13) Marrocos (1986)

Uma família de zebras decidiram procriar no México naquele mundial. Os marroquinos entraram para a história por terem sido os primeiros africanos a ultrapassar a primeira fase em mundiais. E com méritos: invicta. Empate contra a Polônia na estréia, sem gols. Detalhe: os poloneses eram os terceiros colocados da Copa. Depois, novo empate, novo 0 a 0. Dessa vez, contra a tradicional Inglaterra. E por fim, a apoteose, no sonoro 3 a 1 contra Portugal, que vinha de boa campanha na Eurocopa de 1984, e já havia batido os ingleses naquela mesma Copa.

Não satisfeita em terminar na liderança deste grupo, Marrocos também aprontou para cima dos alemães-ocidentais, nas oitavas de final. Vendeu caro a derrota por 1 a 0, sofrendo o gol somente aos 42 minutos do segundo tempo.

12) Senegal (2002)

Esta está fresca na memória do torcedor. Quem não se lembra da vitória por 1 a 0 dos senegaleses, debutantes em mundiais, contra a toda-poderosa e atual campeã França. O furacão Senegal foi tão devastador no time europeu que este abandonou a Copa de 2002 pelo subsolo, sem marcar um gol sequer. Já a sensação africana arrancou dois empates contra Dinamarca (1 a 1) e Uruguai (3 a 3), após estar vencendo por 3 a 0. Ficou com a segunda vaga do grupo e chegou às oitavas-de-final, na qual desbancou a Suécia na prorrogação, após empate por 1 a 1. Só caiu nas quartas, contra uma surpresa maior ainda, a Turquia, futura terceira colocada e dura de ser enfrentada. O Brasil que o diga.

11) Camarões (1990)

O que se esperar de um time desconhecido, sem tradição, de um continente pouco representativo no futebol e comandado por um veterano de 38 anos? Camarões ensinou o mundo da bola a respeitar a África e, em particular, os Leões Indomáveis. Para começar, uma vitória por 1 a 0 contra a última campeã mundial, a Argentina. Belo cartão de visitas, que também funcionou contra a Romênia: 2 a 1. Já classificados, os camaroneses relaxaram contra a decadente União Soviética e foram goleados por 4 a 0. Na fase seguinte, vitória contra outra surpresa, a Colômbia, por 2 a 1. Segundo gol, aliás, marcado por Roger Milla, 38 anos de idade, em lance que Higuita, goleiro colombiano, deve se lembrar (e lamentar) até hoje. Após tentar driblar o camaronês, perdeu a bola e viu Milla com o gol aberto, à sua disposição.

Nas quartas de final, contra a Inglaterra, passou perto de tentar brigar por uma vaga na final. Em jogo parelho, vencia os ingleses até os 38 minutos do segundo tempo, mas deixaram empatar, com um pênalti, e sofreram com a ingenuidade de uma seleção sem rodagem internacional, após cometer nova penalidade, na prorrogação. Ainda assim, os camaroneses foram os primeiros africanos a atingirem as quartas de final na história dos mundiais.

10) Brasil 2×3 Itália (1982)

O estádio Sarriá assistiu a um dos maiores pecados do futebol em todos os tempos, com a eliminação do Brasil frente à Itália. Também assistiu a uma volta por cima de um jogador: Paolo Rossi. Suspenso por envolvimento com a máfia da loteria clandestina italiana dois anos antes, foi convocado para o escrete italiano sob pesadas críticas da imprensa local. Mas, na Copa, fez os três gols do conhecidíssimo trunfo da Azzurra contra a seleção canarinho, e a partir dali, a Itália arrancou firme para o título. Entenda-se a imensidão da zebra: os europeus vinham de medonhos resultados na primeira fase, contra Polônia, Peru e Camarões. Classificaram-se para a segunda fase somente pelo saldo de gols. Deram as caras somente na segunda fase, quando superaram a Argentina, sem muito brilho. Rossi, até então, não tinha balançado as redes uma vez sequer. E depois dos três tentos contra o Brasil, marcou mais três nos dois jogos seguintes e sagrou-se artilheiro do mundial, além de tricampeão da Copa.

9) Bulgária (1994)

Um time que eliminou a França nas eliminatórias, mas mesmo assim, chegou aos Estados Unidos sem estardalhaço. Ainda mais porque, em 16 jogos disputados em Copa, não havia vencido nenhum. Na estréia, derrota incontestável para a Nigéria, por 3 a 0. Depois, só triunfos: 4 a 0 na Grécia e um 2 a 0 sobre a favorita Argentina. Vaga conquistada para as oitavas-de-final, nas quais empataram com o México em 1 a 1 e desbancaram os vizinhos dos anfitriões nos pênaltis. Nas quartas-de-final, mais surpresas: Stoichkov, um dos artilheiros da Copa com seis gols, comandou a seleção que venceu e tricampeã e três vezes finalista consecutiva Alemanha, por 2 a 1. Só a Itália, já na semifinal, barrou os búlgaros, e ainda assim, suando: 2 a 1. Na decisão do terceiro lugar, a Bulgária perdeu o fôlego, e foi goleada pela bem armada Suécia, por 4 a 0.

8) Turquia (2002)

Desta zebra vermelha e branca o Brasil tem recordações muito vivas na memória. Parreira já havia avisado: a Turquia não era galinha morta, mesmo tendo ficado 48 anos afastada de Copas. O primeiro jogo brasileiro mostrou, de fato, que o atual técnico da seleção tinha razão: 2 a 1 para os canarinhos, mas com um pênalti, no mínimo, esdrúxulo. A classificação para as oitavas foi sofrida, no saldo de gols, após empatar com a Costa Rica em 1 a 1 e vencer a China por 3 a 0. Passou pelo co-anfitrião Japão por contagem mínima, nas oitavas de final, e no jogo das zebras, pastou contra Senegal, conseguindo um gol de ouro para seguir à semifinal. Novamente o Brasil, outro jogo equilibrado, e derrota por 1 a 0. Estava fora da final, mas assegurou o terceiro lugar ao bater na entusiasmada Coréia do Sul, a outra anfitriã, na casa do inimigo.

7) Croácia (1998)

Em sua primeira aparição em Copas após a independência – formava a antiga Iugoslávia até o início dos anos 90 – chegou ao bronze na Copa da França. Saiu do segundo lugar do Grupo H, atrás da Argentina, tendo vencido os fracos Jamaica e Japão, por 3 a 1 e 1 a 0, respectivamente. Decidiu a liderança da chave contra os hermanos, que suaram para ganhar por 1 a 0. Nas oitavas, mandou a tradicional Romênia para casa por 1 a 0. Galopou a todo vapor na fase seguinte, ao destroçar o poderio alemão por 3 a 0, sem dó. Quase estragou os planos franceses de disputar a final contra o Brasil. Liderada por Suker, a Croácia fez 1 a 0 contra a França na semifinal, e só não fez o jogo decisivo porque no final, os Azuis viraram para 2 a 1. Entretanto, contra a Holanda, conseguiu o que ninguém havia feito naquela Copa: derrotou os laranjas por 2 a 1, e ficaram com o terceiro posto daquele mundial.

6) Holanda 1×2 Alemanha (1974)

Uma daquelas seleções fantásticas que não levaram o troféu para casa. Esta foi a Holanda em 1974, na final contra os donos da casa, a Alemanha. Os holandeses eram os francos favoritos pelo “futebol total” que praticavam. Mas, no jogo derradeiro, a “Laranja Mecânica” enguiçou: derrota de virada. Os visitantes até começaram bem, com um gol de pênalti logo a um minuto de partida. E os alemães nem tinham tocado na bola ainda. Mas, depois, Cryuff, astro do momento no futebol mundial, não apareceu mais, e o “carrossel holandês” parou de girar.

5) Brasil 1×2 Uruguai (1950)

A maior decepção brasileira em Copas. Os uruguaios levaram a taça e tornaram-se bicampeões mundiais após a vitória na “final” (o torneio, na verdade, foi decidido em um quadrangular final, e no último jogo ambas as seleções tinham chance. Por isso, a partida levou a fama de decisão). Os brasileiros jogavam por um empate, por terem melhor campanha no quadrangular. E contra a Celeste Olímpica, saiu na frente, mas a zebra era tão grande que os rivais viraram o jogo. Possuíam um time aguerrido, bem montado, mas não eram superiores à equipe brasileira, que jogava em casa e vinha atuando de forma inquestionável naquele Mundial, especialmente na fase final. Daí, o fato desta zebra ser monumental.

4) Cuba (1938)

Qualquer pessoa que acompanhe com alguma freqüência o futebol não pensaria duas vezes em dizer que Cuba está longe de ser significativa no esporte bretão. Mas, na terceira Copa do Mundo, realizada na França, ela apareceu. Em sua primeira e última aparição em mundiais, os cubanos ficaram entre os oito melhores do mundo. Chegaram à França pela desistência dos Estados Unidos no qualificatório. Mandou a Romênia de volta em dois jogos, empatando em 3 a 3 (no tempo normal e na prorrogação) e vencendo a partida extra por 2 a 1. Assim, Cuba chegou às quartas-de-final, e pode se gabar de ter, um dia, figurado como uma das oito melhores equipes do planeta.

3) Coréia do Norte (1966)

Também só com este Mundial no currículo, os norte-coreanos não só eliminaram a forte Itália, quando venceu por 1 a 0, mas chegaram às quartas-de-final e endureceram o jogo contra Portugal, que havia despachado o Brasil na primeira fase e reunia um grande elenco, tendo Eusébio como comandante. Os asiáticos fizeram três gols em 25 minutos de partida, mas os portugueses, mais experientes e com muito mais time, reagiram e viraram para 5 a 3 o placar. Dali, rumaram até o terceiro lugar na Copa sediada pela Inglaterra. Assim como Cuba, a Coréia do Norte também tem uma história de Copa para contar.

2) Estados Unidos 1×0 Inglaterra (1950)

Os ingleses, com a banca de inventores do futebol, desembarcaram no Brasil como candidatos ao título, mesmo sendo o primeiro mundial que eles participavam. Mas, a zebra apareceu e vestia branco com detalhes azul e vermelho, como a bandeira norte-americana. O jogo é uma prova fiel e acabada da máxima “quem não faz, toma”. De tanto sufocar e não fazer, a Inglaterra tomou um gol da fraquíssima seleção norte-americana, e perdeu a partida e o rumo naquela Copa. Perdeu também para a Espanha, e voltou para a Grã-Bretanha antes do que pretendia.

Certo, é surpreendente perder para os Estados Unidos, mas por que foi listada como a segunda maior zebra da história? Os Estados Unidos trouxeram uma seleção totalmente amadora ao Brasil. Jogadores que exerciam outras profissões na terra do Tio Sam, que foram chamados por terem alguma intimidade com a bola, a fim de formar um grupo para representar o país. A pretensão era essa. Treinos foram muito poucos, e claramente insuficientes para montar uma base, um conjunto. Foi diante desse “time” que a Inglaterra sucumbiu em gramados tupiniquins.

1) Hungria 2×3 Alemanha (1954)

Nada em Copas do Mundo foi tão inesperado como o resultado final desta partida. Trata-se da final do Mundial da Suíça, que terminou com o título nas mãos da Alemanha. O futebol ficou de boca aberta. E não era para menos: o time de Puskas, Kocsis, Bozsik e agregados detinham somente a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Helsinque, em 1952, e defendiam uma invencibilidade de míseros quatro anos (ou 31 jogos, sendo 27 vitórias e quatro empates). Os húngaros não perdiam desde maio de 1950.

Esta mesma Hungria foi responsável pela eliminação do Brasil (por 4 a 2), e pela segunda maior goleada em mundiais: 9 a 0 na Coréia do Sul. Na primeira fase, havia mutilado a mesma Alemanha Ocidental por 8 a 3.

Assim, não houve fita métrica criada capaz de medir a altura dessa zebra. Na decisão, embaixo de temporal, os húngaros abriram de cara 2 a 0, em oito minutos. A zebra aumentou de tamanho nos oito minutos seguintes, quando os alemães empataram. E, a seis minutos do fim do segundo tempo, o goleiro Gyula Grosics patinou no úmido gramado ao tentar defender uma bola fácil, ficando com as penas, a crista e o bico do frango na mão. 3 a 2, de virada, e os alemães comemoram, como nunca, o primeiro título mundial de sua história. Dois anos após esse fatídico jogo, a Hungria desmantelou-se e nunca mais voltou a ser o que era.

Estão aí algumas das principais surpresas já sucedidas em Copas do Mundo. Existem mais, obviamente, pois nenhum texto a respeito encerra histórias de 17 Mundiais. Pode-se discordar, discutir, argumentar, mas essa é a graça do futebol, onde não há verdade absoluta. Não está convencido por esta lista? Proponha a sua.

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Equipe Trivela

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