Zebras africanas, para variar

Como na temporada passada, as zebras continuam rondando a LC africana. Depois do CS Sfaxien, da Tunísia, em 2006, será a vez de Al Hilal, do Sudão, e Al Ittihad, da Líbia, desafiarem o favoritismo do Al Ahly. Além deles, o tradicional Étoile du Sahel também está na disputa. As semifinais, porém, não começaram bem para o ESS, que, em Ondurman, perdeu de 2×1, enquanto que o Ahly empatou em 0x0 com o Al Ittihad em Trípoli.
Apesar da derrota, o Étoile continua como favorito à classificação para a final. O atual campeão tunisiano atravessa um excelente momento no Campeonato Tunisiano, liderando-o com doze pontos em quatro partidas. Como na LC, a retaguarda composta por Ben Frej e Radhouène Felhi, entre outros, é o destaque.
Não satisfeita com o seu desempenho defensivo nas duas competições correntes (15J/7GS), ela tem se sobressaído também no ataque – marcou os últimos cinco gols da equipe. Ainda assim, os atacantes Amine Chermiti e Gilson “Ja” Silva precisam recuperar a forma do primeiro semestre para que o ESS possa passar pelo Al Hilal.
O treinador brasileiro Heron Ferreira, no entanto, espera que a fase ruim da artilharia do Étoile se estenda, pois, assim, a passagem para a decisão estará mais próxima. Graças, aliás, a legião nigeriana do clube. O zagueiro Yusuf Mohamed e, sobretudo, os avantes Kelechi Osunwa e Ndubuisi Eze foram peças importantes na maioria das partidas.
Em alta, eles precisam reverter o retrospecto negativo fora de casa para que o Al Hilal possa seguir adiante. A melhora na preparação física, em virtude do começo do Ramadan, também se faz necessária. Diante do Étoile, dois atletas não se sentiram bem.
Atrás do tricampeonato, o Al Ahly ainda está devendo uma apresentação convincente na competição. Ao contrário da temporada anterior, onde a ausência de diversos titulares, contundidos, foi a principal dificuldade, esta tem sido marcada pelas exibições cada vez mais contestadas da equipe.
Mesmo com o retorno de nomes como Gilberto e Barakat, os Vermelhos continuam desapontando. O desgaste decorrente de mais de dois anos sem a pausa adequada para descanso pode estar comprometendo o desempenho da equipe. Pode. Ainda assim, ela venceu o clássico contra o Zamalek semana passada. Sem convencer, claro.
Atento a essa fase do Ahly, o Al Ittihad espera poder tirar proveito. Menos comentado entre os semifinalistas, o clube da Líbia possui no veterano Salem Rewani a sua principal esperança ofensiva. Ao lado do zagueiro artilheiro Al Shibani e do armador Ali Rahuma, ele forma a base do time treinado pelo sérvio Branko Smiljanic.
O Al Ittihad, entretanto, possui outras peças interessantes no elenco, como pôde ser comprovado durante o meio da semana, quando atuou com a equipe reserva pela Liga dos Campeões Árabes e empatou fora de casa.
Os dois classificados para a final decidirão a LC entre o final de outubro e o início de novembro.


