Wenger atribui culpa a arbitragem e falhas defensivas

O técnico do Arsenal, Arsène Wenger, dividiu entre a arbitragem e os erros da própria da defesa a responsabilidade pela eliminação da equipe nas quartas-de-final da Liga dos Campeões, com derrota por 4 a 2 para o Liverpool, nesta terça-feira, em Anfield.
Os Gunners, depois do empate em casa por 1 a 1, parecia ter arrancado a classificação quando Emmanuel Adebayor buscou o 2 a 2 aos 39 minutos do segundo tempo. No entanto, logo no minuto seguinte, um pênalti polêmico de Kolo Touré em Ryan Babel permitiu a Steven Gerrard colocar os Reds novamente em vantagem, e já nos acréscimos Babel deu números finais ao placar.
Wenger afirma que o árbitro sueco Peter Fröjdfeldt errou ao assinalar a penalidade, e lembrou que outra decisão crucial do confronto – o pênalti não marcado de Dirk Kuyt sobre Alexandr Hleb no primeiro jogo – também foi contrária aos Gunners.
“Nossa sensação é de decepção e injustiça”, disse o treinador francês. “Este momento é difícil, porque todo o vestiário está para baixo. Acabou para nós. Tudo por causa de uma decisão exagerada, acredito, do árbitro. Nos dois jogos, foi difícil de engolir. Foi uma decepção dupla, porque todas as grandes decisões foram contra nós”.
“Temos de viver com isso. Às vezes você tem de engolir o inengolível. Para mim, é difícil de entender. Não foi pênalti. Já assisti novamente, mas semana passada certamente havia pênalti”, lamentou.
A queixa com a arbitragem não impediu Wenger de reconhecer as falhas defensivas. Sami Hyypiä estava livre quando marcou de cabeça o gol do empate por 1 a 1, e no lance da virada para 2 a 1 Fernando Torres teve tempo para girar na área antes de finalizar.
“Tivemos muito domínio, mas fomos ingênuos e faltou um pouco defensivamente”, argumentou. “A derrota não foi por força mental, foi por falta de experiência na defesa. Cometemos grandes erros, levamos um gol no escanteio, e no segundo gol demos muito espaço a Torres”.
Por fim, Wenger admitiu que a confiança do time está abalada, com apenas duas vitórias nos últimos 12 jogos oficiais. O time ainda tem chances no Campeonato Inglês, mas está seis pontos atrás do Manchester United, justamente o adversário do próximo domingo, restando cinco rodadas.
“O time está doente. Sentimos que tudo vai contra nós. Faltou aquela dose extra de confiança, porque semana após semana há mais decepção”, concluiu.


