“Vou conquistar meu espaço”

Revelado pelo Vasco da Gama, o atacante Alan Kardec, inicialmente, chamava a atenção por causa do nome. Com o passar do tempo, porém, também provou que era um bom jogador de futebol. No Rio de Janeiro, porém, acabou sofrendo com a pressão e deixou o clube para seguir no Internacional. Foi bem com a Seleção sub-20 no Mundial e acabou no Benfica.
Na atual temporada tem sido reserva, mas espera ganhar uma chance com a lesão de Óscar Cardozo. Confira a entrevista exclusiva que o jogador concedeu à Trivela.
Você enfrenta uma concorrência enorme no ataque do Benfica, com Cardozo e Saviola, por exemplo. Acha que vai conseguir jogar com mais regularidade nesta temporada?
Aos poucos, certamente, vou conquistar meu espaço dentro do clube. O Cardozo e o Saviola são ótimos atletas e tem muito respeito da torcida, mas acredito no meu trabalho e na capacidade que eu tenho de conseguir me tornar um titular. Uma boa oportunidade será agora, de um jeito chato, já que o Cardozo sofreu uma lesão no joelho, mas preciso mostrar um bom trabalho.
O Porto começou muito bem o Campeonato Português. O Benfica conseguirá lutar pelo título?
Claro! Apesar do bom começo do Porto, o campeonato ainda está em aberto e muito longe de ter uma definição. Nosso objetivo é lutar para ser campeão.
E na Liga dos Campeões. Acredita que o time pode ir além das oitavas de final?
Vamos trabalhar jogo a jogo, fase a fase, para sonhar grande nesta competição. São jogos muito duros e só diante dos resultados que poderemos almejar sempre mais.
Você tem idade olímpica. Participar das próximas Olimpíadas é um de seus objetivos?
Creio que é objetivo de qualquer atleta fazer parte da seleção, ainda mais com a possibilidade de lutar por um título inédito para o país, que já ganhou quase tudo, mas ainda não tem as Olimpíadas. Espero fazer bem meu papel aqui no Benfica e ganhar, sim, algumas chances para ter a chance de defender o Brasil nos Jogos Olimpicos.
Mano Menezes tem ressaltado bastante a importância das seleções de base, e você tem longa passagem por elas. Acredita que isso pode lhe dar alguma vantagem?
Espero que sim. Isso faz diferença porque ajuda na adaptação do jogador com o ambiente de uma seleção brasileira. Espero que a minha contribuição em outras categorias me ajudem nisso.
Você marcou quatro gols no Mundial sub-20 de 2009. Acha que isso foi o fator determinante na sua transferência para o Benfica?
Pode ser que tenha ajudado em aumentar o interesse deles por mim. Mas também fiz boas atuações no Vasco, que é um grande clube e, sem dúvida, também ajudou bastante.
Como é atuar, na Europa, por um clube com tantos brasileiros?
É ótimo. Ajuda muito na adaptação e no clima que encontramos no clube. Nos damos muito bem e nos ajudamos muito aqui.
Muita gente no Brasil não conhecia o David Luiz, mas em Portugal ele já é uma realidade há algum tempo. O que você pode falar sobre ele?
É um excelente zagueiro, de muita força, velocidade e muito bom na antecipação e jogada aérea. Ele acaba não sendo muito conhecido no Brasil por ter jogado pouco lá, mas acredito que agora, com os torcedores vendo suas exibições na Seleção, verão o grande zagueiro que é.
Sobre seu início de carreira, você surgiu muito bem no Vasco, com enormes expectativas, mas depois acabou perdendo um pouco de espaço. Houve muita pressão sobre você nessa fase inicial?
O Vasco é um time grande e a pressão existe sempre. Infelizmente passamos por algumas fases ruins e isso prejudicou a sequencia não só minha, mas de outros jogadores também.
E o período de empréstimo no Internacional, como foi?
O Internacional é uma equipe que respeito muito, mas minha passagem por lá acabou sendo muito rápida e acabei não tendo muitas oportunidades. Fiz apenas dois jogos. Então não dá muito para analisar como foi meu período como atleta do Inter.
Para finalizar, uma pergunta mais descontraída: seu nome já lhe causou algum constrangimento com pessoas católicas ou de outras religiões que não seja o espiritismo?
Não, não, nunca tive problemas em relação ao meu nome…


