União Europeia apoia teto salarial no futebol

Michel Platini encontrou um aliado forte na sua luta para o estabelecimento de um limite para o dinheiro usado na negociação de jogadores. A União Europeia anunciou que não se opõe à ideia do presidente da Uefa de estabelecer um teto para salários e transferências no futebol do continente.
A proposta de criar um teto salarial e de transferências já tem oposição declarada dos grandes clubes da Europa. A Premier League, inclusive, se disse contra qualquer regulação desse tipo.
Os dirigentes consideravam que, se insistisse em criar um regulamento na Uefa, Platini acabaria perdendo na Justiça comum por contrariar as leis de concorrência e mercado interno da União Europeia. Por isso o anúncio da UE tem impacto tão grande.
“É muito importante o esporte lutar pelo equilíbrio, justiça e sustentabilidade da competição. Balanço entre faturamento e despesas é algo benéfico”, afirmou Jan Figel, comissário de esportes da organização internacional. “Do ponto de vista legal e prático, essas questões ficam a cargo de entidades regulatórias como a Uefa, não para a Comissão Europeia”.
Apesar de se declarar a favor da ideia da Uefa, Figel diz que precisa conhecer melhor os detalhes da proposta de Platini para ter uma posição oficial. O dirigente pretende limitar o gasto com salários e contratações a 50 ou 60{a12cf170529acbd7b36c6d9566dcea6b97d0f72dc979800f5851fcdd34e7d94a} do faturamento do clube com bilheteria, patrocínio, licenciamento de produtos e venda de direitos de transmissão.
A intenção de regulamentar os gastos dos clubes cresceu depois do surgimento da crise financeira mundial no final de 2008. A situação ficou ainda mais crítica depois que clubes como o Manchester City, financiado por um mecenas, agitou o mercado ao tentar se reforçar com propostas fora da realidade econômica atual.


