Doação do goleiro da seleção inglesa leva time feminino do Reino Unido à Copa do Mundo para surdos

O goleiro Jack Butland, do Stoke City, tratou de tornar o ano novo do time feminino do Reino Unido um pouco mais feliz. Ele doou £ 5 mil do seu próprio bolso para financiar a viagem da equipe à Copa do Mundo de surdos. Um pequeno ato para o goleiro, que realiza o sonho das jogadoras.

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Aos 22 anos, Butland sabe o que é jogar uma competição como esta. Em 2012, ele estava na lista de espera para a Eurocopa. Acabou chamado para integrar o elenco quando John Ruddy se machucou e acabou cortado. Ele ainda fez parte do grupo de convocados em alguns jogos, mas jogou mais pelo time sub-21. Depois, passou a ser convocado eventualmente. Faz parte do grupo de Roy Hodgson para a próxima Eurocopa, em 2016.

Para conseguirem viajar para a Copa do Mundo feminina de surdos, as jogadoras da seleção britânica criaram uma campanha para arrecadar o dinheiro necessário. Algumas jogadoras da seleção feminina de futebol, como Lucy Bronze, Jo Potter e Fran Kirby, contribuíram com um total de £ 20 mil.

Até a doação de Butland, as jogadoras ainda precisavam de £ 7.050 para a viagem. Depois da doação de Butland, e da repercussão que causou, elas já conseguiram mais do que precisam para viajar para a Itália. Para Butland, não custa tanto e significa o mundo para cada uma das jogadoras. Ótima atitude.

Abaixo você vê o tuíte de Claire Stancliffe agradecendo Butland pela doação e depois o goleiro comentando. Por fim, o tuíte de Claire dizendo que conseguiram alcançar o objetivo com uma história emocionante. Ela conta que o ano de 2015 foi de altos e baixos, com o alto sendo ela capitanear o time na Eurocopa. O ponto baixo foi o avô dela, que está com uma doença terminal e está piorando rapidamente. Mas que em 2016, ela diz que começa bem, porque a doação de Butland e a repercussão que causou fez com que o sonho de ir à Copa do Mundo se realizasse. E agora, ela quer uma medalha. Além disso, agradece o apoio de todos, inclusive os anônimos que doaram.

Que bela história para começarmos 2016, não? Feliz ano novo!

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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