Um ano para a Copa: a situação da África do Sul

Cinco dos 32 países confirmados. Alguns outros, como Inglaterra, Espanha e Brasil, quase assegurados. Antigos participantes, como Coreia do Norte, ativos na disputa por uma vaga. Possibilidade de novas surpresas, como Gabão e Burkina Fasso, que estão bem nas Eliminatórias Africanas. Nesta quinta, 11 de junho de 2009, exatamente a um ano do pontapé inicial para a Copa do Mundo de 2010, a 19ª da história, o planeta começa a notar a proximidade de mais um Mundial.
Preparando os últimos detalhes para a Copa das Confederações, que será iniciada no próximo domingo, a África do Sul realizou algumas cerimônias para marcar a distância de apenas um ano em relação à Copa. Em que pesem alguns problemas na organização, apontados pela Fifa em visitas periódicas, o clima no Comitê Organizador sul-africano é de total otimismo.
Nesta quinta, o presidente da entidade, Danny Jordaan, fez declarações emocionadas sobre o primeiro mundial a ser realizado no continente africano: “A Copa de 2010 foi debatida e especulada por muitos anos. Agora, a um ano do seu início, ela finalmente é uma realidade. Muitos trabalharam para fazer deste sonho uma realidade. Agora estamos prontos para transformar os planos em ações. Todos sabemos dos esforços que Nelson Mandela e incontáveis outras pessoas fizeram. Quando sediarmos um Mundial de sucesso, espero que Mandela olhe para trás e chegue à conclusão de que todos os seus esforços, viagens e contribuições não foram em vão.”
Depois, o presidente do Comitê Organizador falou sobre os prazos: “As pessoas olham para os projetos, o tempo e as indicações de prontidão para ver se o projeto dará certo e será um sucesso. Para mim, a convicção [de que sim] deriva dos corações das pessoas que estão trabalhando, que estão colocando a infraestrutura no lugar.”
Jordaan continuou: “É quando se olha para os operários construindo os estádios, modernizando nossos aeroportos e estradas, as equipes das cidades-sedes trabalhando nos projetos em todas as esferas governamentais, que você tem a certeza de que o projeto será um sucesso. Quando se olha nos olhos de todos, eles aparentam dizer 'não deixaremos você na mão, não deixaremos o país na mão', aparentam dizer que farão tudo.”
Zuma e Valcke também estão otimistas
O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, lançou uma bola para que vários operários, que atuam na construção do Green Stadium da Cidade do Cabo, jogassem uma partida de futebol, marcando o ano que separa o país da Copa. Zuma afirmou: “Quando ganhamos o direito de ser o país-sede, pessoas disseram que não podíamos. Viajamos para cima e para baixo, discutindo com todos para provar que faríamos. E fizemos. Garantimos, pelo governo e pelo país, que a Copa deixará um legado do qual todas as gerações futuras se beneficiarão por muito tempo.”
Zuma ainda falou sobre o desenvolvimento para os projetos de telecomunicações: “Acima de tudo, asseguraremos que o custo [de telecomunicações] será reduzido, com os projetos em curso para expandir nossa capacidade de banda larga.” E terminou afirmando que, apesar do temor com atrasos, tudo está em ordem: “Estamos no prazo para cumprir todas as obrigações, e determinados em fazer a melhor Copa de todos os tempos.”
Também presente à Cidade do Cabo, o secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, disse não acreditar que os índices de violência sul-africanos, entre os piores do mundo, perturbarão a Copa: “A segurança é um problema em todo o mundo. Acho que a Copa do Mundo da África do Sul será uma grande Copa.” A festa também contou com vuvuzelas, cornetas locais usadas costumeiramente por torcedores dos país nos estádios.
Nas Eliminatórias, algumas definições
As últimas rodadas da fase de qualificação da Copa já trouxeram as primeiras definições sobre os participantes do Mundial. No grupo A da Fase Final, na Ásia, Japão e Austrália já ratificaram suas presenças, enquanto a Coreia do Sul o fez na chave B. Na Europa, a Holanda, invicta no grupo 9, assegurou a vaga ao vencer a Islândia. Nesta quarta, com suas vitórias, Brasil e Inglaterra se aproximaram mais de assegurarem seus lugares.


