Thorunn: do Ártico para os Trópicos

A islandesa Thorunn Helga Jonsdohir, do Santos, entrou no fim do segundo tempo da estreia da Libertadores feminina, no último sábado. Mesmo assim, teve boas chances de fazer um gol na vitória das Sereias por 3 a 1 – só não se concretizaram por causa da garra da goleira peruana Fiorella, que fez ótimas defesas pelo White Star.
Depois da partida, a jogadora já estava na Casa do Atleta, um sobrado perto do estádio da Vila Belmiro, quando foi chamada pelo técnico Kleiton Lima para conceder uma rápida exclusiva à Trivela.
Com bastante sotaque e dificuldade para encontrar certas palavras em português, Thorunn esbanjou simpatia e falou sobre o Brasil, o futebol europeu e os torcedores.
Por que você veio jogar no Brasil?
Estava estudando em uma universidade dos EUA e conheci algumas jogadoras do Santos. Elas disseram que estavam precisando de meninas para jogar e eu vim para um período de dois meses. Voltei para minha cidade Natal, Reykjavík (capital da distante Islândia) e logo depois vim para ficar de vez.
Quais as principais diferenças que você apontaria entre o futebol europeu e o brasileiro?
Lá, os jogadores em geral são privilegiados pela força. Aqui, eles se valem mais da habilidade.
Como é atuar ao lado das melhores jogadoras do mundo?
É um privilégio jogar com a Marta e com a Cristiane, porque elas são referências. Mas todas as jogadoras são muito boas.
O que você acha do público brasileiro?
Quando vim para cá, não sabia o que esperar. Mas os torcedores são muito legais.
Como você aprendeu o português?
Não foi fácil. Passei meses ouvindo as meninas falando e fui aprendendo as palavras aos poucos.
A Islândia é um país bastante frio, com temperaturas próximas a zero. Você já acostumou com o calor brasileiro?
Acho que nunca vou me acostumar. (Risos.) É tudo muito diferente. Mas estou tentando me adaptar.
Reportagem: Jordana Viotto, Alessandra D'Antonio e Bia Gomes


