“Temos melhorado nosso nível”

Nosso radar sem fronteiras invade a Ásia Central, onde o agente Suleyman Nazarov nos ajudou a entrar em contato com o atacante Berdy Shamuradov, um dos maiores talentos já produzidos pelo modesto futebol turcomeno, 148º no ranking FIFA. Neste rápido contato, o melhor jogador do Turcomenistão no ano de 2006 fala da realidade no país e do seu clube, o HTTU Ashgabat.
O que tem melhorado nos últimos anos no futebol do Turcomenistão?
Existem muitos jovens aparecendo e o nível tem melhorado, meu time (HTTU Ashgabat) ganhou a Copa do Turcomenistão em 2006 e foi vice na liga nas últimas duas temporadas.
Ano passado o HTTU não conseguiu superar Al-Wihdat (Jordânia), Al-Muharraq (Bahrein) e Al-Hilal (Iêmen) na AFC Cup. Quais são os problemas de competitividade do futebol turcomeno?
A principal dificuldade foi a arbitragem, de qualquer forma, eu não pude jogar em três partidas por causa de um trauma no meu menisco. Antes de me machucar, eu poderia ter marcado três gols contra o time jordaniano, mas desperdicei.
A rivalidade na capital tem se intensificado já que vocês do HTTU foram bicampeões em 2005 e 2006 e o Ashgabat FC respondeu a altura sendo o atual bicampeão, 2007 e 2008.
Eu não sei porque exatamente, mas nós não estamos conseguindo bater o Ashgabat na liga turcomena. Jogamos pela última vez contra eles em outubro, ficou 1 a 1, eu marquei um gol, mas não conseguimos evitar o bicampeonato deles. O lado bom é que ganhamos a Copa do Presidente e a Supercopa nacional.
O território no Turcomenistão oferece dificuldades de locomoção para jogar de uma cidade a outra?
Não existe nenhuma dificuldade para jogar em qualquer parte do país, nós podemos nos mover livremente por todo o Turcomenistão.
Porque você deixou o Karvan Yevlax, do Azerbaijão? A realidade do futebol por lá é parecida com o Turcomenistão?
Eu deixei o Karvan Yevlax porque chegou um treinador novo que quis mudar tudo, eu praticamente não joguei sob o comando dele. A realidade no Azerbaijão é a mesma daqui, nos sentimos livres para jogar em qualquer time.
A esperança de desenvolvimento do futebol turcomeno também passa pela venda de jogadores para centros mais competitivos e próximos como Rússia e Uzbequistão?
Não! Eu, por exemplo, poderia jogar em qualquer liga, até no Brasil se me convidassem. Eu quero mostrar o meu melhor.
Como é trabalhar com o técnico da seleção, o Rakhim (Kurbanmamedov)?
Fantástico, é o melhor treinador do Turcomenistão e merece estar todos esses anos no comando. Voltamos do Vietnã há pouco tempo onde disputamos um torneio (Ho Shi Min Cup) onde eu fui o capitão da seleção e marquei três gols.
* Agradecimentos a Suleyman Nazarov


