Técnico da Seleção fala sobre favoritismo, Ronaldinho e Adriano

Em entrevista coletiva após o anúncio dos 23 jogadores da Copa, Carlos Alberto Parreira falou sobre as condições de Ronaldinho. O treinador já havia revelado estar preocupado com relação ao desgaste físico do meia, que estará em campo na final da Liga dos Campeões. Além disso, o técnico abordou a questão do favoritismo e alguns aspectos do ponto de vista tático da Seleção.
“O Ronaldinho não se enquadra em nenhum esquema de força. Ele joga com a bola nos pés em todos os setores. Engana-se quem pensa que Ronaldinho jogue pela esquerda no Barcelona, pois ele atua por todos os lados. Acreditamos na possibilidade dele criar e decidir uma partida. Ele precisa de liberdade; no clube, ele tem outro esquema: lá, ele é a única estrela. No Brasil, há outras”, explicou Parreira.
O treinador também revelou certa preocupação com a grande exposição de Ronaldinho, além da preocupação com o desgaste físico. Apesar de ser poupado das últimas partidas do Barça, o jogador entrará em campo na decisão da Liga dos Campeões, nesta quarta. “Existirá um trabalho para que nada interfira no descanso e desempenho dele. Já basta esse bombardeio fora. é o jogador mais solicitado do planeta e será o mais observado na Copa”
Sobre o clima de favoritismo em torno da equipe, Parreira afirmou estar tranqüilo para lidar com isto. “A Seleção só é favorita pelos resultados e pelo desempenho dos jogadores. A Copa é traiçoeira: são sete jogos nos quais os adversários possuem chances de surpreender, como já aconteceu. O favoritismo vindo de fora não vai interferir”, disse.
Apesar dos últimos jogos sem destaque na Internazionale, Adriano ganhou elogios por parte do técnico. “A gente mede os jogadores na hora dos grandes momentos. Quando Adriano chega à Seleção, sente-se muito bem. Acreditamos que ele chegará com a mesma vontade de antes”, avaliou.
Parreira reiterou o uso do chamado “quadrado mágico”, pelo menos nos primeiros jogos da Copa. Ele considerou fazer mudanças no esquema ao longo da competição, caso seja necessário. Mas nada de colocar um quinteto em campo: “Está todo mundo jogando atrás e não vamos correr o risco de voltar mais cedo da Alemanha se usarmos o quinteto”, disse.


