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Sucesso esperado

Um dia antes da grande final do Mundial Sub-20, foi anunciada uma lista com 27 jogadores para concorrer à premiação de melhor jogador da competição. Destes jogadores, nenhum asiático, dois africanos, quatro latino-americanos, sete europeus e quatorze sul-americanos. Destaque para seis jogadores da seleção Argentina e cinco da chilena. A lista pode ser interpretada como uma dominância do continente em relação aos destaques da competição.

O que todo mundo esperava aconteceu. O melhor jogador da competição foi o atacante argentino Agüero. Além de conquistar o prêmio de melhor jogador conquistou também a artilharia do torneio. O segundo lugar também foi da Argentina (Maxi Moralez) e o terceiro ficou com o mexicano Dos Santos.

Dentro de campo, a história se repete. Agora com a vitória da Argentina, são dez títulos dos sul-americanos contra seis dos europeus. Apenas em cinco decisões não houve um sul-americano na disputa. Em 1977, na primeira edição do torneio entre União Soviética e México. Em 1981, Alemanha e Qatar. 87 entre Iugoslávia e Alemanha. Na Arábia em 1989 com Portugal e Nigéria e em 1999 no Mundial da Nigéria com Espanha e Japão decidindo o título.

O Mundial deste ano foi cheio de surpresas. A começar pela pífia campanha da seleção brasileira. O Brasil parou nas oitavas-de-final, sua pior campanha em quinze edições disputadas. A eliminação da boa seleção norte-americana diante dos austríacos nas quartas-de-final foi outra situação surpreendente. E, talvez a maior delas, a chegada da República Tcheca no segundo lugar. Um time duro, com pouca técnica, forte marcação, sem grandes destaques individuais, mas com um futebol de resultado fez bonito na competição.

Com todos os méritos e com toda a sorte do mundo, a Argentina venceu pela sexta vez uma Copa do Mundo sub-20. Havia vencido também em 1979, 1995, 97, 2001 e 2005. Além de conquistar o título, faturou também o artilheiro da competição e teve o melhor jogador do torneio. Tudo isso, pela segunda vez consecutiva. Ano retrasado, a Argentina venceu a Nigéria e Lionel Messi, do Barcelona, recebeu as duas premiações.

A campanha da Argentina começou e terminou com a própria República Tcheca. No primeiro jogo, válido ainda pela primeira fase, o jogo terminou empatado em 0 a 0. Ainda no grupo, os sul-americanos venceram a Coréia do Norte e Panamá. Passou as oitavas-de-final como primeiro lugar do grupo. Encarou a Polônia. Venceu. Nas quartas-de-final, fez uma final antecipada contra o México. Novamente uma vitória. Fez um clássico sul-americano contra o Chile na semifinal. E, por último os tchecos na grande decisão. A surpresa da competição saiu na frente com um bonito gol de Fenin, mas em duas falhas da defesa tcheca, a Argentina marcou dois gols e ratificou a hegemonia sul-americana e, claro, albiceleste.

A espinha dorsal do time campeão.

Mathias Cahais, zagueiro: Jogador que disputou o sub 17 em 2003 na Finlândia, foi o capitão da Argentina nesse Mundial. Não disputou a final, pois estava suspenso. Fez muita falta. É uma das boas revelações “xeneizes” deste ano.

Ever Banega , volante: Um dos principais jogadores do triunfo argentino na competição. Tem muito futuro pela frente. Boa qualidade no passe e grande visão de jogo são características desse jogador do Boca. Logo estará na Europa.

Maximiliano Moralez, meio-campista: Rápido, ágil e habilidoso. Movimenta-se bastante este jogador do Racing. Pequenino, mas com futebol de gente grande. Marcou quatro gols na competição. Era o camisa 10 até a chegada de Agüero. Foi escolhido o segundo melhor jogador do torneio.

Sérgio Agüero, atacante: estrela da competição. Bicampeão do torneio. Participou do título em 2005. Artilheiro e melhor jogador do torneio. Já joga pela seleção principal. Tem um futuro muito promissor ao longo de sua carreira.

Outros para se prestar atenção

Rui Patrício: goleiro português. Muito bom. Com a saída de Ricardo do Sporting, o goleiro da seleção sub-20 tem a chance de assumir a titularidade dos leões nesse inicio de temporada.

Toselli: mesmo com uma baixa estatura para um goleiro, este chileno tem tudo para chegar à seleção principal. Sempre bem colocado no gol, foi um dos principais jogadores chilenos na boa campanha da “rojita”.

Radek: Ótimo goleiro, foi um dos responsáveis pela boa campanha da República Tcheca. É um líder dentro de campo, grita uma barbaridade. Foi infeliz no último gol da Argentina na decisão. Uma curiosidade: Na decisão ele usou o uniforme oficial. Nas outras partidas ele usou uma outra camisa sem a logo da fornecedora de material esportivo da República Tcheca.

Piquè: mesmo perdendo o pênalti que eliminou a Espanha, o zagueiro do Zaragoza mostrou todo o seu potencial. Tem um futuro muito promissor pela frente. Sempre leal, tem segurança e eficiência nos desarmes. Sempre leal.

Martinez: um dos 27 escolhidos à bola de ouro, no sistema de três zagueiros do Chile, ficava no centro. Foi o autor do gol na decisão do terceiro lugar contra a Áustria. Fez um excelente campeonato.

Bruno Gama: sua contusão no jogo contra Gâmbia foi crucial para a campanha de Portugal na competição. Sem ele, a seleção além de perder seu capitão, perdeu a referencia no meio, perdeu técnica e qualidade no meio-campo lusitano.

Vidal: Jogador aguerrido, mostrou muita raça e combatividade no meio-campo. Quando foi preciso, mostrou também muita técnica. Com a lesão de Carmona, foi para a ala-esquerda e seu rendimento caiu, mas a vontade sempre esteve em alta.

Capel: “Encolhe os ombros, abaixa a cabeça e avança como um raio”. Esta foi à definição de um site sobre este o jogador, ponta-esquerda de grande habilidade e agilidade.

Sanchez: machucou-se no jogo contra Portugal e desde lá vinha jogando baleado. Entrou no segundo tempo contra a Argentina e na decisão do terceiro lugar nem entrou, fazendo muita falta.

Dos Santos. Filho de um brasileiro, o jogador mexicano não repetiu a mesma participação que teve no Mundial sub-17 em 2005. Com uma técnica bem apurada, mostrou porque é o camisa 10 e porque joga no poderoso Barcelona. Ficou com o prêmio de 3º melhor jogador do campeonato.

Adrián Lopez. Autor de um ‘hat-trick’ contra a Zâmbia, começou como reserva da Espanha e aos poucos foi conquistando a posição. Oportunista, o jogador do La Coruña terminou a competição com cinco gols, um a menos que Aguero.

Vidangossy. Jogador da seleção chilena tem muita técnica e bastante habilidade. Pecou na preciosidade das jogadas. Seguro muito a bola, mas merece bons elogios, esse meia atacante do Villarreal.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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