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“Só faltou o gol”

Um dos jogadores mais respeitados do sudeste asiático, o atacante Indra Sahdan falou da eliminação de Cingapura na AFF Suzuki Cup, a antiga ‘Tiger Cup’ (Como ainda é insistentemente chamada pelos torcedores). Os ‘leões’ eram os bicampeões (2004 e 2007) deste torneio de seleções organizado pela entidade local ASEAN, mas neste ano tombaram nas semifinais frente ao neo-campeão Vietnã.

No embalo do papo, a estrela cingapuriana também falou dos testes que fez no Chelsea e dos seus melhores momentos na S-League, a Liga de Cingapura. 

Quais os principais erros cometidos por Cingapura na eliminação para o Vietnã nas semifinais da AFF Suzuki Cup (Tiger Cup 2008)?
O único erro que cometemos foi não marcar gols (0 a 0 fora e derrota por 1 a 0 em casa). No jogo de volta tivemos mais posse de bola e criamos mais chances. Nós jogamos bem e fizemos tudo que poderíamos ter feito na partida.

Falta um meio-campista criativo na seleção de Cingapura, um setor que corre muito e tem pouca imaginação. Sendo o futebolista mais técnico no país, acha que poderia atuar mais recuado e exercer essa função?
Eu poderia tentar jogar nessa posição, mas realmente acho que eu não poderia jogar bem fora do ataque, onde me sinto confortável e é minha posição natural.

Existem muitas criticas – sobretudo nas nações vizinhas – sobre Cingapura naturalizar muitos estrangeiros para alinhar na seleção. O atacante Ahmad Latiff, por exemplo, odeia esta medida. Acha que o futebol cingapuriano precisa tanto dos estrangeiros?
Eu acho importante, os estrangeiros ajudam muito os mais jovens e criam mais opções para o treinador. Nossa população não é grande, então, o técnico da seleção não tem muitas opções na hora de convocar.

Quais são suas lembranças dos testes que fez no Chelsea?
Foi uma boa experiência, conversei com muitos jogadores e fiz novos amigos do time reserva. Eu treinei com Obi Mikel, que hoje é titular. Eu não cheguei a conversar com Lampard, apenas o cumprimentei.

Acha que os jogadores cingapurianos poderiam fazer um bom papel em campeonatos como a A-League, na Austrália, ou a Major League Soccer, nos Estados Unidos? Você ainda pretende jogar fora?
Sim, é claro, eu ainda quero jogar fora. Isso me permitiria ser testado contra diferentes estilos e jogadores. Recentemente fiz alguns treinos com o Real Salt Lake, dos Estados Unidos, e gostei muito embora seja um futebol muito mais físico.

O time do Home United de 2003 deixou saudade, não? Como foi aquele ano histórico formando um ataque com os brasileiros Peres e Egmar?
Foi o melhor time do Home United que já foi montado. Eu aprendi muito com esses dois caras, dentro e fora de campo. Eu fiz uma grande temporada naquela ocasião com ajuda deles, realmente significou muito.

Sendo um jogador habilidoso, você recebe muitas ameaças dos defensores da S-League? Como você lida com isso?
Não exatamente. A maioria dos jogadores aqui são leais, eu não tenho problemas desse tipo na S-League.

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Equipe Trivela

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