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“Sem perder oportunidades”

 Para falar um pouco sobre como anda o panorama da Liga Saudita, um dos campeonatos mais tradicionais do Golfo, falamos com o meio-campista Ricardo Bóvio, ex-Vasco, Santos e Corinthians. Mesmo 10 pontos atrás dos líderes Al-Ittihad e Al-Hilal, o seu Al-Shabab, 3º colocado, mantém acesas as esperanças do título.
O jogador de 27 anos não lamenta estar ‘escondido’ no Oriente Médio.
“Existem oportunidades que temos que aproveitar, pois a vida de jogador é curta e quando você olhar para trás, já passou” afirma.

Como está se sentindo no futebol saudita?
Estou me sentindo super bem e já adaptado, então tudo está mais fácil.

Quais são os pontos positivos e negativos da sua experiência no mundo árabe?
O lado positivo é que aqui eles não concentram muito e isso nos dá mais tempo para ficarmos com nossas famílias. O negativo é que fora de campo eles são meio amadores e agem assim às vezes.

O que falta para o Al-Shabab encarar de igual pra igual os rivais Al-Hilal e Al-Ittihad, que estão levando vantagem nos últimos anos?
Não, nós já encaramos esses adversários em pé de igualdade. O que vem acontecendo nesta temporada é que temos tido problemas de contusão e por coincidência enfrentamos esses oponentes sem nossos jogadores importantes.

Sobre a Liga dos Campeões da Ásia 2009, o que a diretoria e a comissão técnica tem falado? Quais as ambições do clube?
Estamos nos preparando, mas ainda não dá pra prever nada. No momento estamos concentrados em três competições (Liga Saudita, Copa Faisal Bin Fahad e Copa do Príncipe) e as atenções pra Liga dos Campeões acontecerão nas semanas que antecedem a competição e não agora.

Ignorando questões de adaptação, o atacante Nasser Al-Shamrani, seu companheiro e artilheiro do campeonato, teria qualidade para jogar uma Série B ou até mesmo A no Brasil?
Eu acho que sim. Trata-se de um jogador rápido e com muito faro de gol.

Os treinos são bem menos puxados do que em outros países que você jogou?
Muito menos. Às vezes se você não faz algo por conta própria fica complicado.

O futebol saudita tem estrutura e dinheiro. Pela sua experiência por Brasil, Rússia, Espanha e Grécia, o que falta para os sauditas competirem melhor internacionalmente e fazerem melhores campanhas em Copas do Mundo?
Mudar a mentalidade. Algumas coisas são importantes quando se quer conquistar algo no futebol e exige mais profissionalismo.

Quais as principais razões da sua saída do Corinthians no ano passado?
Eu queria permanecer, mas chegaram ofertas muito boas. Além disso vi que era melhor sair porque não vivi um bom começo de ano e nada estava como eu queria. Mas fiquei torcendo daqui porque o Corinthians tem pessoas no comando que merecem o melhor, pois são sérios e querem o bem do clube, deixei muitos amigos.

Não acha que você se escondeu demais indo pro Oriente Médio?
Ficamos meio escondidos aqui, mas na vida de um jogador existem oportunidades que temos que aproveitar, pois é uma vida curta, passageira e quando você olhar para trás, já passou.

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Equipe Trivela

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