Sem astro, Portugal tenta abrir vantagem

A seleção portuguesa não contará com seu principal jogador para superar a Bósnia na repescagem europeia por uma vaga na Copa do Mundo de 2010. Sem Cristiano Ronaldo, que ainda se recupera de uma lesão no tornozelo, a equipe de Carlos Queiroz faz o jogo de ida neste sábado, no estádio da Luz, tentando abrir vantagem na luta pela classificação para o sexto grande torneio consecutivo.
O confronto de Lisboa é um dos quatro que abrem a repescagem neste sábado. A França, atual vice-campeã mundial, viaja pra enfrentar a Irlanda, em Dublin. A Rússia recebe a Eslovênia, enquanto a Grécia joga em casa contra a Ucrânia.
Na ausência de Cristiano Ronaldo, Liedson deve ter a companhia de Nani e Simão Sabrosa na linha de frente para encarar os bósnios. Miguel deve ser a opção na lateral-direita para a vaga de Bosingwa, outro jogador indisponsível.
A Bósnia tenta chegar pela primeira vez a um Mundial e chega embalada por uma boa geração de jogadores, como os atacantes Edin Dzeko e Vedad Ibisevic e os meias Zvjezdan Misimovic e Miralem Pjanic. No comando da equipe está Miroslav Blazevic, que levou a Croácia à Copa do Mundo de 1998 e alcançou as semifinais. Na avaliação do treinador de 74 anos, é o maior desafio de sua carreira.
Domenech sob pressão
Depois de ver a Sérvia dominar o grupo com certa tranquilidade e ser empurrada para a repescagem, a França encara a Irlanda, que deu trabalho à Itália em sua chave e terminou invicta a fase de classificação. A equipe de Giovanni Trapattoni acumulou quatro vitórias e seis empates, e deve contar com casa lotada no estádio Croke Park para pressionar os Bleus.
O técnico Raymond Domenech – que estreou pela seleção como jogador justamente contra os irlandeses, em 1974 – sabe que o fracasso no confronto selará o fim de sua passagem pela equipe nacional. Para evitar o fiasco, terá de se virar sem o meia Franck Ribéry, que está machucado. Domenech espera recuperar pelo menos o atacante André-Pierre Gignac, que sentiu a perna direita durante os treinos.
A Grécia, campeã europeia em 2004, sente que tem uma dívida a pagar após ficar fora do Mundial de 2006, na Alemanha. O comandante é o mesmo das duas campanhas: o alemão Otto Rehhagel. A principal esperança no ataque é o atacante Theofanis Gekas, artilheiro das Eliminatórias europeias com 10 gols.
A Ucrânia aposta na recuperação de seu maior nome, Andriy Shevchenko, que tem jogado bem desde o retorno ao Dynamo Kiev, e chega embalada por uma classificação arrancada nas últimas rodadas, graças a uma importante vitória sobre a Inglaterra na penúltima rodada. O resultado permitiu à equipe superar a Croácia e terminar com o segundo lugar no grupo.
Na Rússia, os donos da casa entram como favoritos contra a Eslovênia. Semifinalista da última Eurocopa, a equipe dirigida pelo holandês Guus Hiddink jogará na grama sintética do estádio Luzhnik, provavelmente com Alexander Kerzhakov ao lado de Andrei Arshavin no ataque. Hiddink nunca fracassou em uma campanha de Eliminatórias, tendo classificado a Holanda para o Mundial de 1998 e a Austrália para o de 2006, além da Rússia para o Europeu de 2008.
A Eslovênia, que ficou atrás da Eslováquia em seu grupo, busca sua segunda participação em uma Copa do Mundo, depois de marcar presença em 2002.
Os jogos de volta serão na próxima quarta-feira.


