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Sacrifício Celeste

Feliz com a classificação do Cruz Azul para as semifinais da Liga dos Campeões da Concacaf, o atacante Pablo Zeballos nos concedeu uma entrevista para falar do momento dos ‘cementeros’. O time do México está disputando paralelamente a principal competição interclubes das Américas Central e do Norte, além do Campeonato Mexicano (Clausura 2009). ‘Pablazo’ se queixa do desgaste e das lesões que vem minando o elenco do clube do sudoeste da capital. Neste contato, o paraguaio dono da camisa 9 da ‘máquina celeste’ também conta tudo sobre sua experiência na liga nacional mais rica da América Latina. 

Como tem sido conciliar os jogos do Clausura 2009 e da Liga dos Campeões da Concacaf?
As dificuldades estão sendo ter que jogar desfalcado, pois estamos com vários problemas de lesões. Outro fator é que não é fácil ter que jogar três partidas por semana e custa muito para os jogadores se recuperarem fisicamente entre um jogo e outro.

Na LC da Concacaf vocês jogaram em países como Belize, Honduras e Costa Rica. Sendo sua primeira experiência neste torneio, como foi visitar os clubes nessas nações e sentir a atmosfera local?
Uma experiência muito bonita, conhecer diferentes países é sempre muito legal. Mas acima disso, sempre sentimos a responsabilidade e importância de cada confronto porque estamos em um clube grande que te obriga a ganhar cada partida.

Como tem avaliado o futebol jogado no México?
É muito dinâmico, técnico e se joga com muita inteligência. É maravilhoso jogar aqui porque em cada equipe tem várias figuras de renome que fazem com que o futebol mexicano seja cada vez mais competitivo.

Foi difícil a sua adaptação?
Bem, com uma boa pré-temporada e um bom trabalho físico você se acerta até com facilidade. O que dificulta para os estrangeiros no México é a altitude que chega a quase 2.300 metros na Cidade do México. Todos te aconselham a estar bem fisicamente e se adaptar a altitude, que é algo que todos sentem.

Quem mais tem te impressionado na Liga Mexicana desde que chegou?
Salvador Cabañas! Ele se adaptou rapidamente em uma equipe mediana e logo foi para o América, que é um clube grande e ele carrega o time nas costas mesmo com toda a pressão em torno da equipe. Algo que só os grandes jogadores são capazes.

O seu treinador Benjamin Galindo costuma treinar os jogadores com tênis de mesa. Como é isso?
É algo regenerativo e melhora a técnica. É uma coisa leve para os jogadores se recuperarem após os jogos. Fazemos torneios de tênis de mesa para nos divertirmos e relaxarmos.

Como era trabalhar com o técnico anterior, Sergio Markarián?
Ele parava muito os treinos para falar e o time jogava mais em contra-golpes. Ele era sempre sério e todos nós o respeitávamos. Um bom treinador que tentava fazer o melhor, assim como o atual, Benjamin Galindo.

Quais os campos mais difíceis e com atmosfera mais hostil para se jogar?
Quase todas as torcidas são fanáticas, porém, o lugar mais complicado julgo que é no Estádio Azteca por causa de sua história e pela enorme capacidade de receber grandes públicos.

A seleção paraguaia hoje conta com atacantes como Roque Santa Cruz, Oscar Cardozo e Salvador Cabañas. Você ainda acredita que pode conseguir um lugar entre eles?
Acredito ser possível, sim. A primeira coisa é fazer as coisas bem feitas aqui no meu clube sempre pensando na seleção apesar de terem muitos atacantes jogando bem e o país estar em primeiro lugar nas Eliminatórias para a Copa do Mundo. Acredito que posso conseguir.

Você marcou 16 gols em 14 jogos quando esteve no Campeonato Boliviano pelo Oriente Petrolero. Foi fácil triunfar por lá?
Ao contrário, foi difícil porque eu fiz isso tudo em apenas quatro meses. Além disso, era uma equipe grande que quando cheguei tinha o pior ataque e por trás ainda tinha a obrigação de ganhar sempre. Outro fator é que quase todos os estádios ficam na altitude e é difícil para se adaptar para quem não está acostumado com esse tipo de realidade.

Você teria curiosidade de jogar no Brasil?
Eu gostaria, sim. Não só no Brasil, como na Argentina também. Mas eu ficaria encantado se pudesse ter uma experiência na Europa, apesar de me sentir muito bem aqui no Cruz Azul e dependeria de muitas coisas para eu tomar uma decisão de sair daqui do México.

*Agradecimentos a Carol Davini

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Equipe Trivela

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