Rússia bate Holanda e chega à semifinal

A Rússia é a terceira semifinalista da Eurocopa. O time dirigido por Guus Hiddink venceu a Holanda por 3 a 1 num show do atacante Arshavin e assim, a melhor campanha da Eurocopa se encerra com a ida dos holandeses para casa. Pvlyuchenko, Torbinski e Arshavin anotaram para a Rússia, enquanto van Nistelrooy fez o gol da Holanda.
A Holanda entrou em campo de luto por causa da morte da filha do defensor Boulahrouz, que mesmo com a tragédia pessoal, começou como titular. Para impedir a agressão holandesa, o técnico Guus Hiddink elevou a linha defensiva de seu time e obrigou a Holanda a ficar em seu campo, conseguindo chegar à meta de van der Sar com mais constância nos primeiros minutos.
A tática russa era clara: impedir que a Holanda mantivesse e tocasse a bola. E ao contrario das partidas anteriores da Holanda, os dois times passaram a bola de maneira igual. Só aos 18min a Holanda bateria pela primeira vez contra o gol de Akinfeev.
Aos 25min, nova chance, desta vez com Engelaar concluindo depois de um escanteio e aos 29min uma cobrança de falta de van der Vaart. Mas foi a Rússia que mais ameaçou com a bola rolando no primeiro tempo , com Arshavin e Kolodin aos 32 e 33min. Nos últimos minutos da primeira etapa, a Rússia diminuiu o ritmo.
Para a segunda etapa, van Basten mandou van Persie a campo para abrir o jogo e forçar a Rússia a alargar o jogo. Só que quem se aproveitou das extremas foi a Rússia. Em descida de Semak pela esquerda, Pavlyuchenko aproveitou o cruzamento de primeira e fuzilou van der Sar.
O gol desestabilizou a Holanda. Marco van Basten abriu mão de Engelaar no meio para jogar a cartada de Afellay invertendo nas extremas. A Rússia assumiu de vez a filosofia marcação e contragolpe, jogando praticamente só em seu campo. Quando conquistava a bola, Saenko e Arshavin caíam pelas laterais.
A resposta holandesa era de grande confusão, apesar da pressão. Sneijder tentava resolver tudo sozinho, mas o time não respondia. A sorte sorriu para o meio-campista do Real Madrid numa jogada de bola parada: cruzamento da esquerda com efeito e inserção de van Nistelrooy de cabeça. Holanda 1 x 1 Rússia.
A Holanda manteve a pressão, mas ainda sem muita lucidez, só o suficiente para a conclusão do tempo regulamentar. O jogo teve ainda um momento inusitado: Lubos Michel exibiu o segundo amarelo para Kolodin e o expulsou, mas sob orientação do auxiliar, reverteu a decisão.
Na prorrogação, a vantagem física russa era evidente e Arshavin foi o jogador que mais levou perigo ao gol holandês. Sem fôlego, os holandeses não conseguiam impor seu ritmo asfixiante. A partir da metade da prorrogação, os dois times se acautelaram e a tensão era nítida nos rostos dos jogadores.
Quando tudo indicava uma decisão nos pênaltis, Arshavin – sempre ele – fez uma jogada pela esquerda e cruzou para a área; van der Sar não alcançou a bola e Torbinski recolocou a Rússia em vantagem. A Holanda aí descambou para o ataque e Arshavin, num contra-ataque puxou a defesa holandesa para o chão e fuzilou van der Sar. Rússia 3 a 1. Fim de jogo.
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HOLANDA 1 X 3 RÚSSIA
Local: St. Jakob Park, na Basiléia-SUI
Árbitro: Lubos Michel-ESQ
Assistentes: Roman Slyško-ESQ e Martin Balko-ESQ
Cartões amarelos: Boulahrouz, van Persie, van der Vaart (HOL); Kolodin, Zhirkov, Torbinski (RUS)
Gols: Pavlyuchenko, aos 10min do segundo tempo, Torbinski aos 8min e Arshavin aos 11min do segundo tempo da prorrogação (RUS); van Nistelrooy, aos 40min do segundo tempo (HOL)
Holanda: van der Sar; Boulahrouz (Heitinga), Ooijer, Mathijssen e van Bronckhorst; Engelaar (Afellay) e De Jong; Kuyt (van Persie), van der Vaart e Sneijder; van Nistelrooy
Técnico: Marco van Basten
Rússia: Akinfeev; Anyukov, Kolodin, Ignashevich, Zhirkov; Semak, Zyryanov, Semshov (Bilyaletdinov), Saenko (Torbinski); Arshavin; Pavlyuchenko (Sychev).
Técnico: Guus Hiddink


