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Rumo a Kiev! Nos pênaltis, Espanha se garante na decisão

A Espanha é a primeira finalista da Euro 2012. Foram 120 minutos sem gols contra Portugal, em partida tensa e de poucas oportunidades de gol para ambas as equipes. No final, acabou pesando a eficiência espanhola nos arremates, com vitória por 4 a 2 na disputa de pênaltis. Agora, a Fúria terá o direito de buscar seu terceiro título continental, o segundo consecutivo, em final marcada para o próximo domingo.

Portugal iniciou a partida de forma ousada, buscando o ataque logo nos primeiros minutos. Na sequência da primeira etapa, os lusos conseguiram equilibrar a posse de bola, principalmente pela marcação adiantada, que dificultava a saída de jogo espanhol. Porém, foram poucas as chances de gol na primeira etapa, as melhores criadas aos 30 minutos, com Cristiano Ronaldo e Andrés Iniesta errando o alvo por pouco.

A partida seguiu com as duas equipes bastante cautelosas no segundo tempo. Vicente Del Bosque tentou dar nova postura à Fúria com as entradas de Jesús Navas e Cesc Fàbregas nos lugares de David Silva e Álvaro Negredo, mas as substituições surtiram pouco efeito e a equipe seguia pouco objetiva. Portugal incomodava mais no ataque, especialmente em faltas cobradas por Cristiano Ronaldo, e por pouco não matou o jogo aos 44 minutos, em contra-ataque que o camisa 7 concluiu para fora.

Durante a prorrogação, a Espanha voltou bem mais incisiva para campo e, explorando o jogo pelas laterais, quase chegou ao gol da vitória. Primeiro com Iniesta, que finalizou para defesa milagrosa de Rui Patrício. E o goleiro ainda faria outra grande defesa em tentativa de Jesús Navas, no segundo período extra.

Já na disputa por pênaltis, melhor para a Fúria. Rui Patrício deixou Portugal na frente logo na primeira cobrança, defendendo o chute de Xabi Alonso, mas Iker Casillas também pegou o arremate de João Moutinho. Na sequência, Iniesta, Pepe, Piqué, Nani e Sergio Ramos – com cavadinha – converteram. O pênalti decisivo para os espanhóis foi perdido por Bruno Alves, que acertou o travessão, enquanto Fàbregas confirmou a vaga na decisão.

Destaque

A postura de Portugal em campo. Marcando a saída de bola, os lusos conseguiram anular o consagrado toque de bola espanhol. Foram 36 interceptações durante os 120 minutos, enquanto a média da equipe nos outros jogos da Euro foi de 12,5. O esforço só se reduziu na prorrogação, quando a equipe demonstrou sinais de cansaço e se postou mais recuada.

Momento-chave

O contra-ataque desperdiçado por Portugal no fim do segundo tempo. Após cobrança de falta de Xabi Alonso afastada pela defesa, os Tugas chegaram ao campo ofensivo com quatro jogadores, contra apenas dois espanhóis. Cristiano Ronaldo estava livre pela esquerda, mas Raul Meireles demorou muito para passar a bola, permitindo a chegada de Piqué.

Curiosidade

Dos 46 gols que a Espanha marcou em Eurocopas, apenas dois foram de fora da área. São 28 tentos de dentro do retângulo desde que Raúl arriscou de longe e chegou às redes contra a Eslovênia, na Euro 2000.

Ficha técnica

Espanha (4) 0x0 (2) Portugal

Local: Donbass Arena, em Donetsk (UCR)
Data: 27/jun, quarta-feira
Árbitro: Cüneyt Çakir (TUR)
Cartão amarelo: Sergio Ramos, Álvaro Arbeloa, Xabi Alonso e Sergio Busquets (Espanha); Fábio Coentrão, João Pereira, Bruno Alves, Miguel Veloso e Pepe (Portugal)

Espanha
Iker Casillas, Álvaro Arbeloa, Sergio Ramos, Gerard Piqué e Jordi Alba; Sergio Busquets, Xabi Alonso e Xavi (Pedro, aos 42’/2T); Andrés Iniesta, Álvaro Negredo (Cesc Fàbregas, aos 8’/2T) e David Silva (Jesús Navas, aos 15’/2T). Técnico: Vicente Del Bosque.

Portugal
Rui Patrício, João Pereira, Pepe, Bruno Alves e Fábio Coentrão; Miguel Veloso (Custódio, no intervalo da prorrogação), Raul Meireles (Silvestre Varela, aos 7’/2T da prorrogação) e João Moutinho; Nani, Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida (Nelson Oliveira, aos 35’/2T). Técnico: Paulo Bento.

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