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Ronny: “Quero permanecer muito tempo na Europa”

Quando surgiu no Corinthians, Ronney despontou como um grande talento para a lateral-esquerda. Porém, antes de firmar-se no time alvinegro, foi negociado com o Sporting. Em Portugal, após um bom começo, acabou perdendo espaço no time lisboeta e foi emprestado ao União de Leiria.

Desde o ano passado está no Hertha Berlim, onde atua ao lado do irmão mais velho Raffael. E se depender dele, o retorno ao futebol brasileiro vai demorar muito tempo para acontecer.

Você foi revelado pelo Corinthians como grande promessa, mas rapidamenta se transferiu para o futebol europeu. Hoje, passados alguns anos, acha que deveria ter ficado mais no Brasil?
Todo jogador brasileiro sonha em jogar na europa, a oportunidade veio para mim cedo e aí não pensei duas vezes em aceitar o convite de me transferir para o futebol europeu.

Como foi o período que você passou no Sporting, alternando muito entre ser titular e reserva?
Foi um periodo de altos e baixos. Quando achava que ia me firmar como titular chegavam jogadores novos e tinham que jogar para que as contratações fossem justificadas. Mas nunca me abati e sempre continuei dando meu melhor para esperar meu momento e aparecer bem.

Hoje, no Hertha, qual é o seu principal objetivo na Europa? Além, claro, se subir com a equipe.
Primeiro gostaria de voltar com o Hertha para a Bundesliga, pois é o grande objetivo de todos na temporada. Depois, espero permanecer muito tempo na Europa para consolidar minha carreira por aqui.

A equipe, apesar de não ser do mesmo porte de um Bayern Munique, por exemplo, é o maior time da capital do país. Há muita pressão pelo retorno à Bundesliga?
Sim. Existe muita pressão, até por ser um time grande da capital da Alemanha. Faremos de tudo pra voltar o mais rapido possivel para a primeira divisão, que é o lugar do Hertha Berlin.

O Hertha passou por alguns problemas financeiros na última temporada. Tudo já está resolvido agora?
Não posso falar porque não estava aqui nos anos anteriores, mas a situação de momento do clube é bem tranquila.

Sobre o futebol português, muito se fala sobre a enorme presença de jogadores brasileiros na liga. Você acha que isso ajuda ou atrapalha o desenvolvimento do futebol de lá?
Acho que ajuda, pois o jogador brasileiro é admirado em todo o mundo. Acho que não tem influência negativa e os europeus buscam sempre um aprendizado a mais com os jogadores do Brasil.

E o empréstimo ao União de Leiria? Foi uma boa para você?
Foi bom para que eu pudesse voltar a jogar, já que no Sporting só estava treinando. Estava buscando meu espaço e foi importante a minha ida para lá. Me ajudou bastante.

Em 2006, jogando pelo Sporting, você marcou um gol de falta contra a Naval, em um chute que atingiu 210 km/h. Você lembra como foi o lance? E a repercussão nos dias seguintes?
Lembro sim. Foi no final da partida. Peguei a bola e falei: vou bater! Também lembro da repercussão no dia seguinte, até porque foi um gol bonito. Espero fazer um desse aqui no Hertha um dia. Os jornais de Portugal destacaram bastante esse feito e isso me deixou muito feliz e orgulhoso.

Você é muito novo ainda, tem apenas 24 anos. Espera ficar muito tempo ainda na Europa ou já pensa em um retorno ao futebol brasileiro? Principalmente depois de a repatriação de diversos atletas, com grandes salários.
Não penso em voltar agora porque sou novo ainda e quero permanecer muito tempo na Europa. Penso em voltar daqui a uns anos, mas ainda não posso fazer a previsão disso.

Por fim, como é atuar ao lado de seu irmão no Hertha? Ele foi decisivo para sua contratação?
Atuar do lado dele é um sonho realizado. Estou muito feliz! Foi decisivo porque sabendo que ia jogar do lado dele seria bem vindo por todos no Hertha. É muito bom ter essa oportunidade.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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