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Rodrigo Pimpão: “Tive uma conversa boa com o Levir”

 

Aos 23 anos, o atacante Rodrigo Pimpão foi emprestado pelo Vasco da Gama ao Cerezo Osaka, do Japão, até o final da temporada. Recém-chegado ao país e ainda conhecendo a cultura local e os companheiros, o jogador conversou com a Trivela.

Revelado pelo Paraná Clube, onde se destacou, acabou negociado com o clube cruzmaltino. Agora, será comandado por Levir Culpi, que pediu sua contratação. Confira abaixo a conversa com o jogador brasileiro:

Como está a sua adaptação ao futebol japonês? É muito diferente do brasileiro?
Estou me adaptando legal, pois é bem o meu estilo de jogo. É bem diferente do Brasil, um jogo rápido, com muita marcação e muito toque de bola. Jogo que se resolve em questão de minutos, através dos contra-ataques

Você está no país há pouco tempo, mas certamente já conseguiu conhecer a cidade e um pouco mais da cultura local. Está mais parecido ou diferente do que você imaginava encontrar?
Cheguei a ler alguns livros sobre a cultura japonesa antes de vir e eles me ajudaram bastante. É uma cultura bem diferente, como imaginava, espero me adaptar legal aqui.

Seu novo técnico é o Levir Culpi, que está no clube desde 2007 e sempre é cotado para retornar ao futebol brasileiro. Conseguiu conversar com ele já sobre o que se espera de você no time? Tirou muitas dúvidas com ele sobre o futebol japonês?
Nós conversamos muito sobre meu posicionamento em campo para obter um melhor resultado. Tirei muitas dúvidas e ele tem me ajudado muito. É um excelente treinador.

Como surgiu o interesse do Cerezo Osaka? Como foi a negociação?
Pelo Vasco, tenho contrato com o clube carioca até janeiro de 2013. Mas tive uma conversa boa com o Levir em Curitiba também, que ajudou.

E quais são os principais objetivos do Cerezo Osaka na temporada?
Ser Campeão da Asian Champions League e J-1.

O outro brasileiro do elenco é o Luis Fernando Martinez, ex-Guarani, Palmeiras e Cruzeiro. Ele já te deu algumas dicas?
Muitas dicas, moramos na mesma cidade, e pego carona com ele, então temos muito tempo para conversar, pois ele já esta aqui há três anos. Procuro saber mais sobre os jogos, adversários, futebol japonês e a cultura.

Já deu para conhecer os companheiros? Consegue destacar alguém?
Sim, fizemos alguns amistosos. Tem grandes jogadores no elenco. É difícil destacar um só, pois tem vários com muita qualidade.

Você despontou muito bem no Paraná e foi negociado com o Vasco. Por que acha que não teve o mesmo sucesso em São Januário?
Eu tive sucesso em São Januário em 2009, jogando Campeonato Carioca, Copa do Brasil e Brasileiro Série B, sabendo que fiz o primeiro gol do Vasco na segunda divisão. O único problema que aconteceu foi a lesão grave que tive no cotovelo, com isso fui perdendo espaço na equipe.

Você acabou emprestado ao Paraná e agora ao Cerezo até o final da temporada. Ao final do empréstimo, esperar retornar ao futebol brasileiro ou pretende seguir atuando fora?
Bom, do futuro a gente nunca sabe. Mas espero fazer o meu melhor aqui para que meu futebol seja reconhecido. O futuro, a gente pensa depois.

Como foi seu início de carreira? Sempre atuou na base do Paraná?
Joguei futsal desde criança, mas resolvi estudar e me dediquei aos estudos, quando comecei a cursar Odontologia na PUC-PR. Em 2006, um amigo me convidou para fazer um teste no Thalia Futsal para disputar o Campeonato Metropolitano. Tive boas atuações e chamei a atenção do Paraná. Fui contratado mesmo fazendo faculdade, e em janeiro de 2007 disputei o Paranaense sub-20 de Futsal pelo Paraná Clube, sendo campeão.

Como foi para o futebol de campo?
Não satisfeito, pedi para o treinador se eu poderia fazer um teste no campo, foi aí que, em julho de 2007, fiz e passei. Era o último ano de juniores e a última semana para a inscrição do Campeonato Paranaense sub-20. Com isso tranquei a faculdade e comecei a me dedicar ao futebol. Fomos Campeões Paranaenses sub-20 de 2008 e tive uma oportunidade no time profissional. Me destaquei em um jogo e lá fiquei. Joguei algumas partidas, mas o Paraná não estava bem e teve muita mudança de treinador. Fui afastado e emprestado para o Blumenau, mas não fiquei um mês e voltei com tudo para o Paraná. Lá segurei minha vaga. Depois, em janeiro de 2009, fui vendido para o Vasco.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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