Reencontro em Viena vale vaga na decisão

Quando Espanha e Rússia entrarem em campo nesta quinta-feira, em Viena, para decidir uma vaga na final da Eurocopa, a tensão dos dois lados será bem maior do que no último encontro. As seleções se enfrentaram na primeira rodada do grupo D e a Espanha goleou por 4 a 1, mas a volta por cima dos russos nas partidas seguintes faz com que aquele jogo, em Innsbruck, não sirva como referência.
A Rússia se classificou vencendo Grécia e Suécia nos jogos seguintes, e chegou às semifinais com uma convincente vitória na prorrogação por 3 a 1 sobre a Holanda, que até então havia apresentado o futebol mais interessante do torneio. A defesa, que esteve mal no primeiro jogo contra os espanhóis e permitiu que David Villa marcasse três vezes, se recuperou e tem sido confiável.
O ataque espanhol, enquanto isso, foi caindo de rendimento. Na partida das quartas-de-final contra a Itália, a equipe de Luis Aragonés teve o controle da posse de bola, mas raramente conseguiu levar perigo ao gol adversário, precisando dos pênaltis para vencer após o empate sem gols no tempo normal e na prorrogação.
O crescimento da Rússia é atribuído em grande parte à presença do meia-atacante Andrei Arshavin, que perdeu os dois primeiros jogos por suspensão e tem sido o nome por trás das principais jogadas ofensivas do time dirigido por Guus Hiddink. O técnico holandês conseguiu dar um padrão de jogo à equipe, baseado na precisão dos passes para criar lances de perigo.
Além de Arshavin, Hiddink aposta em Roman Pavlyuchenko, autor de três gols no torneio. O time ainda conta com dois laterais de características ofensivas – Alexander Anyukov, pela direita, e Yuri Zhirkov, pela esquerda. O principal problema é a ausência do zagueiro Denis Kolodin, que deve ser substituído por Vasily Berezutsky.
Do lado espanhol, a expectativa é de que seja mantido o time que enfrentou a Itália, apesar das especulações sobre a possível entrada de Cesc Fàbregas para reforçar o meio-campo, no lugar de um dos atacantes – Villa ou Fernando Torres. A hipótese é mais provável para o decorrer da partida.
Nenhum dos dois times terá jogadores “pendurados”, já que os cartões amarelos são zerados antes das semifinais.


