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Redenção na Ilha

O Singapore Armed Forces (SAFFC) repetiu os troféus da temporada passada faturando a Copa de Cingapura e a S-League – Campeonato Nacional. Aliás os ‘Warriors’ foram tricampeões cingapurianos ao vencer o rival Home United por 1 a 0 na penúltima rodada com gol de Ahmad Latiff, que bateu um papo conosco. Tido como um atacante de personalidade controversa, colecionou desafetos e aos 29 anos, na sua segunda passagem pelo SAFFC, enfim, virou herói. Confira!

 

O gol que marcou contra o Home United deu o tricampeonato ao Singapore Armed Forces (SAFFC). Foi o gol mais importante da sua carreira?
Eu diria que foi o que reinvidicou o título e fez história. Na verdade, todo o time mereceu esse título e o tricampeonato.

O SAFFC vive um momento incrível em Cingapura, quais as diferenças entre esse grupo de jogadores e os outros que você já esteve?
Aqui somos como uma família, sabíamos o que deveríamos fazer como equipe e individualmente.

O treinador Richard Bok tem grande confiança em você e te trouxe para o clube no meio do ano. É uma relação sólida desde os tempos que vocês eram companheiros de clube, não?
Sim, ele tem muita confiança em mim e isso me motiva a retribuir em campo.

Para o ano que vem jogar os play-offs da Liga dos Campeões da Ásia é a principal motivação, não?
Aqui no clube nós sempre temos grandes objetivos todos os anos e no próximo não será diferente. Estamos indo para novos desafios e esperamos fazer o melhor.

Apesar de ter você, Indra Sahdan, Alam Shah, Khairul Amri, a seleção de Cingapura aposta em Aleksander Duric, um estrangeiro de 39 anos. Acha que o país precisa disso?
(enfático) Não! Nós não precisamos! Nós deveríamos usar mais os jogadores locais e fazê-los ganhar experiência para serem ‘top class’ e não naturalizar estrangeiros.

Como é sua relação com o treinador da seleção, o sérvio Radojko Avramovic?
Não tem sido muito boa..
(o jogador não quis estender o assunto)

Temos entrevistado muitos jogadores cingapurianos e eles nunca consideram Aleksander Duric – um centroavante forte e de escassa técnica – como o melhor jogador no país, mas ele ganhou o premio de melhor futebolista nos últimos dois anos. Acha que os habilidosos e os locais são pouco valorizados por aí?
Isso é porque ele tem feito mais de 20 gols todos os anos. Mas acho que eles deveriam ver quem contribui para ele marcar tantos gols…

Você rodou por países vizinhos como Malásia, Hong Kong e Indonésia. São muito diferentes?
Sim, eles tem diferentes estilos de jogo, outros métodos de treinos e, claro, tecnicamente são diferentes também. Em termos de qualidade, aqui em Cingapura é melhor.

Acha que merece ser apelidado de ‘Bad Boy’?
Meu apelido é ‘bad boy’? (risos). Bem, podem dizer ou rotular o que quiserem, eu não me importo. Mas porque não ‘Homem maravilha’, ‘Tarzan’ ou ‘Surfista prateado’? (mais risos).
 

 

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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