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Rafinha: “Queremos vaga nas competições internacionais”

Já havia algum tempo, o lateral brasileiro Rafinha era apontado como um dos destaques do Schalke 04. Durante a passagem pelos Azuis Reais, o lateral se sobressaiu a ponto de ser convocado para a Seleção Brasileira que disputou o torneio olímpico de futebol, nos Jogos de 2008. Porém, na passagem para a temporada atual, a longa história na Alemanha – cinco anos, desde a saída do Coritiba, em 2005 – teve um fim.

Agora, Rafinha encara nova fase no Genoa, clube que tem sido elogiado por uma ascensão sólida na Série A italiana. Um dos reforços importantes que o time de Gian Piero Gasperini conseguiu para a temporada atual, Rafinha respondeu à Trivela sobre suas expectativas para o novo time nesta temporada, bem como sobre a possibilidade de voltar à Seleção Brasileira – e passou, levemente, por sua saída do Schalke 04. Confira.

Você chegou ao Genoa, clube que está em ligeira ascensão no cenário do futebol italiano. Quais são suas expectativas para esta temporada?

A expectativa é muito boa e tivemos, até agora, um bom começo de temporada. Percebi, depois das primeiras impressões, como a equipe é forte. Por isso esperamos algo bom nesta temporada. Queremos nos classificar para as competições internacionais, e a Liga dos Campeões seria excelente. Jogar a Liga Europa deve ser possível, em qualquer caso.

O técnico Gian Piero Gasperini é elogiado como um dos bons técnicos revelados na Itália. Nesta pré-temporada, e até já no começo desta temporada, deu para notar algo especial no trabalho dele?

O treinador tem me ajudado muito com a minha adaptação. Ele me explicou qual o papel que devo desempenhar na equipe. Estou contente que o treinador me dê confiança e aprecie as minhas qualidades.

Após ter enfrentado alguns problemas na sua relação com o Schalke 04, como multa por ter deixado o clube para jogar pela Seleção Olímpica, nos Jogos de 2008, você acha que conseguiu terminar bem sua passagem por lá, que saiu na hora certa?

Não, nunca tive qualquer problema com o Schalke, nem com o clube, nem os fãs. Nem recebi multa por jogar na Seleção. Eu gostei muito do meu tempo lá, e só tenho boas recordações do Schalke.

De qualquer modo, ficou alguma mágoa com o Felix Magath, pela forma que ele lhe tratou?

Sim, mas isso é passado. Eu não vou olhar para trás, só quero pensar no meu presente aqui no Genoa.

Mano Menezes está iniciando um novo trabalho na Seleção Brasileira. Você até começou a ser utilizado, mas ainda não conseguiu uma sequência de jogos. Com a mudança de técnico e a renovação iniciada, você acredita que pode ter mais uma chance?

Espero que eu possa ser chamado para o time nacional novamente. É meu sonho vestir a camisa do Brasil. Quem sabe pode chegar um convite em breve.

O estilo do futebol italiano é comumente visto como de mais marcação. Você acha que terá de mudar seu modo de jogar ou sua adaptação está sendo rápida?

Para mim, essa adaptação a uma nova forma de jogar não é problema. Eu me adapto rapidamente, e me sinto como se eu tivesse jogado sempre na Itália.

Você já vai para cinco anos de futebol europeu, uma marca importante. Quais foram as principais lições aprendidas, até agora, em sua experiência na Europa?

Eu era muito jovem quando eu vim para a Alemanha. Aprendi muito no Schalke, tanto como pessoa como jogador. O que eu realmente aprendi como são importantes a sua família e seus amigos.

O Genoa conseguiu bons reforços para a próxima temporada, como Eduardo, Luca Toni e Franco Zuculini. Um deles foi destaque na Copa, outro é um atacante bastante famoso na Itália, e o último é uma revelação argentina. Qual a importância que cada um deles pode ter no time?

Temos uma equipe muito boa. Eduardo é um excelente goleiro, que já provou as suas qualidades em Portugal. Conheço Luca Toni bem, da Bundesliga, é um artilheiro. Zuculini é tecnicamente excelente, e ele certamente vai se dar bem no Genoa.

Ao mesmo tempo, o Genoa vem de participações recentes na Liga Europa. O clube tem capacidade para voltar a brigar por vaga nas competições europeias?

Queremos nos classificar para uma competição internacional. Eu acredito que nós podemos fazer isso, e com os primeiros resultados, pelo menos, podemos tirar uma conclusão de que podemos olhar com confiança para o futuro.

Como foi a recepção da torcida a você? Ela está esperançosa por uma boa campanha?

Eu fui muito bem recebido por parte dos fãs, assim como os outros jogadores. Eu me sinto muito confortável em Gênova, o que também está relacionado ao fato de que eu estou imediatamente integrado na equipe. Os torcedores do Genoa são muito emocionais, e ter o contato com eles é muito bom.

O Genoa mantém uma forte rivalidade com o Sampdoria. Há uma exigência forte da torcida para que o time consiga melhorar em relação ao rival, que disputará a Liga Europa nesta temporada?

Sim, eu vejo a rivalidade aqui todos os dias. Os fãs e jornalistas falam disso muitas vezes. Todo mundo fala do Derby, mesmo que haja um tempo até a rodada em que ele finalmente vai acontecer. Esta rivalidade já é uma loucura, e estou ansioso para jogar contra a Sampdoria.

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Equipe Trivela

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