Raffael: “Não descartaria me naturalizar alemão”

Desde muito jovem, o atacante Raffael está no futebol europeu. Revelado pelo Juventus, o jogador saiu cedo para o futebol suíço, onde defendeu Chiasso e Zürich. Na Suíça, destacou-se, ganhou o apelido de “Ronaldinho suíço” e se transferiu para a Alemanha, para defender o Hertha Berlim.
Na equipe alemão, disputou a Bundesliga, mas caiu com o time na temporada na última temporada. Agora, na segunda divisão, quer retornar com o Hertha para a elite. Ainda mais agora que está realizando o sonho de atuar com o irmão mais novo, Ronny. Fora tudo isso, também não descarta uma naturalização para defender a Alemanha.
Você já está no Hertha desde 2008, disputou a Bundesliga com o time e caiu para a segunda divisão. O que aconteceu nos últimos anos para o clube ter perdido tanto rendimento?
Acho que com a perda dos nossos principais jogadores o nosso rendimento caiu. Os jogadores novos que chegaram não corresponderam à altura e infelizmente acabamos perdendo muita força dentro de campo.
Os muitos problemas financeiros foram resolvidos?
Acredito que sim. A situação do clube no momento é bem mais tranquila em relação ao ano passado, por exemplo.
Como é o nível da segunda divisão alemã? O Hertha lidera, mas não conseguiu abrir muita vantagem em relação aos adversário, como era previsto por muitos.
O nivel é bom. É um pouco mais de correria e mais pegada. O campeonato é bastante competitivo. Além disso, a gente tem sete ou oito times que brigam e têm totais condições de estarem na Bundesliga.
Você é líder do time em assistências, com cinco. Como é o modo de atuar do time?
Procuramos jogar para frente em busca dos gols, pois nosso objetivo é sempre vencer. Mas nosso sistema defensivo está muito bem e isso tem nos ajudado bastante.
Na Alemanha há mais de três anos, você sonha ainda em defender a Seleção Brasileira ou pretende seguir o mesmo caminho, por exemplo, do volante Luiz Gustavo, que trocou recentemente o Hoffenheim pelo Bayer e já afirmou que pretende jogar pelo Nationalef?
Sim, tenho o sonho de jogar na Seleção Brasileira mesmo sabendo da dificuldade que é para conseguir um espaço, já que existem muitos jogadores de nível técnico altíssimo. Quanto a essa possibilidade de se naturalizar, não descartaria também porque vejo muitos brasileiros fazendo essa escolha ultimamente.
E suas pretensões futuras? Conseguir também uma transferência para um time maior na própria Alemanha?
Primeiro retornar com o Hertha para a Bundesliga. Depois, fazer um bom campeonato na primeira divisão. Estou muito feliz aqui em Berlim e pretendo cumprir meus anos de contrato com o clube para depois quem sabe pensar em outras possibilidades.
Sobre sua chegada ao futebol europeu, você foi para o Chiasso novo ainda, com 18 anos. Como foi a adaptação?
A adaptação no começo foi dificil, até porque estava sozinho e não sabia falar a língua. Mas depois tudo foi melhorando e aos poucos passei a me sentir mais à vontade.
E essa passagem pelo futebol suíço, primeiro pelo pequeno Chiasso e depois pelo Zürich, um dos time grandes do país. Foi fundamental para sua consolidação na Europa?
Tanto no Chiasso como no Zürich, minha passagem foi marcante, principalmente no Zürich, onde fui campeão nos dois anos que estive por lá e tinha o reconhecimento da imprensa local como o “Ronaldinho Suiço”. Se abriram várias portas e foi minha consolidação na Europa.
No Brasil você atuou apenas nas categorias de base, e foi revelado pelo Juventus. Sente falta de ter atuado por algum clube como profissional por aqui?
Tinha acabado de subir para o profissional do Juventus. Senti um pouquinho do gosto de atuar em um time profissional do Brasil. Sinto falta sim de não ter atuado por mais tempo. Espero um dia ter essa oportunidade novamente.
Por fim, como é atuar ao lado de seu irmão mais novo? Você o indicou para a diretoria?
Atuar com ele é a realização de um sonho nosso e dos nossos pais. Sempre sonhava que esse momento iria acontecer. Desde quando cheguei no Hertha eu falava dele para as pessoas do clube. Acho que posso dizer que foi, sim, uma indicação minha.


