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“Queremos terminar entre os quatro”

Um dos pretendentes a perfurar o domínio do trio que manda no futebol de Cingapura – Singapore Armed Forces, Home United e Tampines Rovers – é o Woodlands Wellington, clube situado ao norte desta moderna ilha no sudeste asiático e atual campeão da Copa da Liga de Cingapura 2007. O treinador desta equipe é o alemão Jorg Steinebrunner (foto ao lado), de apenas 36 anos. Revelado no Freiburg, chegou a atuar em alguns treinos com Zinedine Zidane, no Bordeaux, da França, mas uma grave lesão atrapalhou sua carreira naquele momento. Há exatos 10 anos longe da Europa, o treinador fala da meta dos ‘Rams’ em desbancar os favoritos na S-League, além de revelações surpreendentes.

Você pensa que o Woodlands Wellington é capaz de competir pelo título da S-League com os favoritos Singapore Armed Forces, Tampines Rovers e Home United ou o principal objetivo é terminar em 4º lugar?
Eu penso que se nós jogarmos com consistência e tivermos alguma sorte de não termos jogadores lesionados, eu tenho esperanças de que podemos fechar a competição entre os quatro primeiros.

Qual a estratégia para derrotar os favoritos SAFFC, Tampines e Home United?
É importante identificar os pontos fortes deles e tentar anula-los. Daí trabalhar no nosso ponto forte para ganhar vantagem em relação aos pontos fracos deles. Nós temos conseguido bons resultados contra essas equipes no passado. Então, eu espero o mesmo este ano.

A diferença entre o Woodlands e essas três potencias é só no aspecto financeiro?
Dinheiro, definitivamente, em grande parte. Mas também o suporte que eles têm do lado de fora, especialmente o uniforme deles (Jorg insinua que as arbitragens favorecem o SAFFC, time do exército, e o Home United, equipe da Policia).

O romeno Lucian Dronca, o sul-coreano Park Tae Won, o japonês Akihiro Nakamura e o artilheiro marroquino Abdelhadi Laakkad. Os estrangeiros são os destaques do Woodlands, não?
Para mim o time é a estrela. Nós temos bons estrangeiros, mas sempre é necessário ter bons jogadores locais e isso nós temos.

São raros os futebolistas sul-americanos na S-League, algo que contrasta com outros países do sudeste asiático, onde a quantidade de sul-americanos é enorme. Como explicar o desinteresse no talento da América mesmo com o super sucesso de brasileiros como Peres e Egmar?
Eu acho que seria bom para a liga ter mais sul-americanos. Como você mencionou, Peres e Egmar, que já saiu, fizeram muito bem aqui. Mas ás vezes acho que o jogador precisa se adaptar a Cingapura. Talvez, essa é a razão de alguns jogadores não terem correspondido com as expectativas.

Pela sua bagagem européia, acha que algumas estrelas da S-League teriam condições de atuar em países inexpressivos da Europa?
Sim, alguns teriam condições de jogar em ligas inferiores. Para isso, teriam que se acostumar ao nivel mais profissional que tem lá. Se acostumar a uma maior velocidade e a abordagem mais física do jogo.

Na sua passagem pelo Bordeaux, da França, em 1992/3, você jogou muito pouco, não?
Infelizmente eu tive uma grave lesão depois de poucos dias de treino quando eu comecei no time reserva. A lesão me deixou 6 meses fora, então, Gernot Rohr (treinador) decidiu me deixar se recuperando longe da equipe. Tive uma passagem muito curta pelo Bordeaux.

Chegou a ter contato com Zidane?
Eu não tive tempo de conhecê-lo. Jogadores como Yannick Fisher, que estava sempre junto comigo, sempre dizia que ele era um cara muito legal.

Na seleção alemã sub-16 você trabalhou com o técnico Holger Osieck, vencedor da Liga dos Campeões da Ásia com o Urawa Reds, ano passado, e com Berti Vogts, que levou a Alemanha ao titulo da Euro 96. Quais lembranças você tem da relação com eles?
Foi incrivel trabalhar com Osieck. Naquela época, ele era auxiliar de Beckenbauer na seleção principal e nós tínhamos 16 anos, então, ter um treinador como ele foi especial. Quando nos classificamos para o Campeonato Europeu sub-16, em 1988, o Senhor Beckenbauer veio nos desejar o melhor. Com Vogts, na sub-18, eu só joguei três partidas, mesmo assim foi uma grande experiência para mim.

Você está há 10 anos na Ásia. Por que escolheu jogar e viver em Cingapura?
Eu estava jogando na Suíça na época e meu agente estava aqui em Cingapura para participar de um evento e conheceu Robert Alberts, que era técnico do Tanjong Pagar. Ele estava atrás de jogadores e pediu meu agente para olhar o meu currículo. Após isso, tudo foi muito rápido e eu assinei um contrato de 1 ano. Naquele ano nós vencemos a Copa e a FA Cup de Cingapura e eu gostei daqui. Aí decidi ficar. Eu também tinha o desejo de conhecer algo novo e acho que após todos esses anos eu fiz a decisão certa em vir para cá.

Por que o Balestier Khalsa é o pior clube de Cingapura?
Prefiro não comentar sobre isso.

Cingapura é um arquipélago minúsculo e muito moderno onde vivem quase 5 milhões de pessoas das etnias chinesa, indiana e malaia. Essa mistura faz com que a mulher cingapuriana seja uma das mais belas da região, não?
Elas tem um tipo de beleza muito particular. Eu diria o mesmo para as mulheres brasileiras, que tem um tipo de beleza que as outras não tem, assim como as garotas daqui.
 

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

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