Protestos de seguranças continuam, mas Fifa se cala

Cerca de 600 seguranças contratados para trabalhar na Copa do Mundo marcharam pelas ruas de Durban, nesta quarta-feira, rumo à prefeitura para protestar. A empresa Stallion, contratada pela Fifa para cuidar da seguranças no estádios, não tem pago o acordado previamente com os trabalhadores, e muitos pararam de trabalhar. Com isso, a polícia sul-africana teve que assumir a segurança em cinco estádios do torneio.
Durante o protesto, os policiais apenas acompanharam os manifestantes. Não houve confrontos. No último domingo, as duas partes entraram em conflito antes de uma partida em Durban.
“Nosso protesto não visa atrapalhar a Copa do Mundo. É só para lembrar o governo que eles devem cumprir com suas prioridades”, afirmou Trevor Ngwane, organizador do protesto. “Quando pedimos por emprego, melhor educação e habitação, eles nos dizem que não há dinheiro. Mas então, de repente, bilhões de randes aparecem para construir estádios”, completou.
O porta voz da Fifa, Nicolas Maingot, afirmou que não estava preocupado se o governo iria ou não ajudar os policiais.


