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“Pretendo ir à justiça”

O atacante Glaucivan retornou ao Brasil depois de uma rápida passagem pelo FC Lausanne, da Suíça. A parceria envolvendo o Paulista, de Jundiaí (seu ex-clube), o time suíço e a empresa Campus Pelé, não rendeu boa sintonia e o mineiro de 25 anos pretende colocar a situação na justiça. Segundo o avançado do Vale do Aço, interior de Minas Gerais, os europeus não cumpriram o acordo. Amanhã (5 de fevereiro) ele completa três meses sem receber.

Quais são os problemas que você teve com a diretoria do FC Lausanne? O que eles prometeram e não cumpriram?
Com a diretoria do Lausanne, nenhum. Na verdade eu tenho contrato com o Paulista, de Jundiaí, e estava emprestado ao Lausanne. O empréstimo era até o final de maio, mas a parceria foi encerrada. O problema foi entre o Lausanne, o Paulista e a empresa Campus Pelé. Foram combinadas algumas coisas entre eles que o Lausanne não cumpriu. Quem me paga é a empresa Campus Pelé. Quer dizer, nem me pagando eles estão. Dia 5 deste mês vai fazer três meses de salário atrasado. Provavelmente vou colocar na justiça. É bom porque aí eu pego o meu passe.

Você sentiu dificuldades para se adaptar ao estilo de jogo na Suíça? Teve que mudar suas características?
A adaptação é bem difícil. O estilo de jogo é totalmente diferente do Brasil. Lá se joga com uma linha de quatro onde os laterais não apóiam. No meio joga três volantes, dois meias como se fossem pontas e um atacante fixo. Tive que mudar bastante minhas características, pois sou um atacante que gosta de se movimentar e tive que ficar mais fixo na área.

O Lausanne teve um grande jogador no passado, Stephane Chapuisat. Ainda se fala dele dentro do clube?
Se fala muito dele ainda. Ele marcou época dentro do clube.

Tem muitos clubes de tradição na segundona suíça. A pressão da imprensa e da torcida é grande?
No Lausanne a pressão era muito pouca. Pelo menos eu achei. No Brasil é bem maior. No nosso estádio iam poucos torcedores. Em outros estádios iam muito mais, varia muito de equipe pra equipe. A imprensa não fazia pressão! Na verdade são poucas equipes na Suíça que são profissionais. O Lausanne está mais para amador do que para profissional. Quando fui pra lá, me falaram uma coisa e quando cheguei não era nada daquilo. Tem uma ótima estrutura, mas as pessoas que comandam não tem o pensamento de transformar o clube em uma equipe forte como era antigamente.

Como você se virou pra se comunicar?
Tive aulas de francês! Lausanne fica na parte francesa da Suiça. Aprendi muita coisa com as aulas, mas você aprende mesmo é no dia-a-dia com as pessoas e com os próprios jogadores do clube. Aprendi de tudo um pouco. Outra coisa que me ajudou bastante foi que o preparador físico é brasileiro, então o que eu não entendia, ele traduzia pra mim.

Existe a possibilidade de você voltar ao Paulista ou descarta isso?
A minha volta ao Paulista está complicada por tudo que vem acontecendo.
Principalmente por eles não estarem cumprindo com os salários, que deveriam estar em dia.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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