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“Podemos avançar na LC”

O treinador do Hapoel Tel Aviv, Eli Guttman, está confiante de que sua equipe pode chegar às oitavas de final desta Liga dos Campeões. Para ele, o desempenho na temporada passada na Liga Europa, quando terminou na liderança da chave na primeira fase da competição, e a classificação para esta edição da Liga dos Campeões mostram que a equipe briga pelas duas primeiras posições da primeira fase do torneio.

Em entrevista exclusiva à Trivela, o técnico destaca os pontos fortes de cada adversário que terá na primeira fase da competição mais importante da Europa, o que acha sobre o zagueiro brasileiro Douglas Silva e se acredita na classificação de Israel para a Copa do Mundo.

Quais as chances do Hapoel Tel Aviv nesta edição da Liga dos Campeões, já que o grupo B é bem complicado?

Poderia ter sido pior para nós. Poderíamos ter pegado um grupo com Barcelona, Manchester United, Internazionale ou Bayern Munique. Estando no grupo B, acredito que temos uma boa chance de atingir nosso objetivo, que é terminar em segundo ou terceiro na chave.

Quais são os pontos fortes de cada um dos seus adversários (Lyon, Benfica e Schalke 04)?

O Lyon é o mais experiente do grupo, eles disputam praticamente todas as temporadas da Liga dos Campeões. O poder financeiro deles é o maior de todos. O Benfica tem vários jogadores fortes tecnicamente e muito perigosos.  Já o Schalke 04 tem um espírito de luta que impressiona.

O Hapoel sonha com a classificação, mas é correto afirmar que a busca pela terceira posição, que garante o clube na Liga Europa, é um objetivo mais realista?

Na temporada passada, terminamos em primeiro na fase de grupos da Liga Europa e conseguimos a vaga para esta Liga dos Campeões depois de superarmos o Red Bull Salzburg (AUT), que é um time que tem um orçamento melhor que a gente. Minha equipe não está com medo. Temos um elenco com bons jogadores, então podemos alcançar mais que um terceiro lugar.

Para o público que pouco conhece sobre o Hapoel, qual é a principal característica do seu time? Como você gosta de montá-lo?

Destaco como elementos do meu trabalho a disciplina e a tática. Acredito que dá para notar no jeito que jogamos. Além disso, estou tentando passar para a minha equipe a vontade de sempre vencer e a confiança que nos fortalece nos momentos difíceis.

Quem são os destaques do time que mereceriam chance em algum grande time europeu?

Temos muitos jogadores que jogam excepcionalmente bem no nosso time. Gostaria de destacar todos porque cada jogador contribui de um jeito importante para a performance da equipe.

A base do time é formada por jogadores israelenses, e fora o Ben Sahar, poucos têm muita experiência internacional. Isso pode ser um problema na Liga dos Campeões?

Não. Na temporada passada, nós mostramos a nossa competência internacional. Nós jogamos a Liga Europa e a fase classificatória desta Liga dos Campeões. Temos vários jogadores jovens no nosso time, mas todos eles são bem sucedidos e têm qualidade.

Seu apelido é “Alemão”, por falar bem a língua. É um treinador disciplinador também?

Meus pais são alemães e, além disso, herdei algumas mentalidades alemães. Mas eu também adquiri algumas características de Israel do Mediterrâneo e juntei os dois.

Como é trabalhar com o zagueiro brasileiro Douglas Silva?

O Douglas é um ótimo garoto e excelente defensor. Ele é muito rápido e forte tecnicamente. Tem um ótimo caráter e é muito popular entre os fãs.

Muitos jogadores brasileiros costumam ir para centros menos famosos da Europa, como Israel, e voltam rapidamente, alegando falta de adaptação. Acha que isso é um problema mais comum entre brasileiros mesmo? Você já teve algum caso assim em um time seu?

Não se pode generalizar. Não é só com os jogadores brasileiros. Em algumas situações, os atletas não têm a chance de jogar do seu melhor jeito. Nunca tive um caso desse. Acredito que os jogadores brasileiros se sentem muito bem em Israel. Mas imagino que, por exemplo, para os sul-americanos o clima e o cultura da Rússia ou Ucrânia pode ser um problema na hora de se adaptar.

Sobre o goleiro Vincent Enyema, ele se tornou mundialmente famoso com as boas atuações na Copa. Foi uma surpresa ver ele brilhar na África do Sul?

Para mim não foi nenhuma surpresa. Como eu convivo com ele todos os dias, sei do que Enyeama é capaz. Ele é um jogador muito importante, que nos dá confiança na defensa. Por isso, fiquei feliz que Vincent Enyeama teve um reconhecimento positivo na África do Sul.

Acha que ele poderia estar em um clube maior da Europa?

Estou certo de que Enyeama seria um reforço para vários clubes europeus. Com a gente, ele tem a possibilidade de jogar a Liga dos Campeões. Além disso, ele se sente seguro pela confiança que eu dou a ele.

Ele é um dos líderes do time?

Ele é um jogador importante para a equipe, uma peça fundamental por causa da sua atuação e experiência. Cobramos responsabilidade de alguns jogadores e Enyeama é um deles.

Sua carreira, Eli, é baseada no futebol israelense, com uma pequena passagem pelo Chipre. Você almeja treinar algum time fora de Israel?

Estou bem em Israel. Há uns dois anos e meio estamos crescendo potencialmente. Isso me deixa motivado. Mas nós não sabemos o que pode acontecer no futuro. Ficaria feliz se algum clube europeu se interessasse em mim. Isso mostraria que estou fazendo um bom trabalho aqui no Hapoel.

O Campeonato Israelense poderia ser comparado com quais competições nacionais da Europa, considerando-se o nível técnico?

O nível do campeonato israelense, obviamente, não pode ser comparado com a liga inglesa e espanhola. Mas os clubes de Israel estão bem e têm mostrado nos torneios internacionais que possuem competitividade.

A seleção de Israel vai conseguir, em breve, se classificar para uma Copa do Mundo? 2014, Brasil, é algo viável?

Na minha opinião, Israel pode se classificar para a Copa do Mundo. Tudo é possível. Na fase qualificatória da Eurocopa, estamos em segundo. Quase conseguimos disputar a Euro 2008 e as Copas de 2006 e 2010.

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Equipe Trivela

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