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“Pelo estilo, é complicado jogar com o Del Piero”

Com apenas 17 anos, Diego Ribas da Cunha comandou o Santos na conquista de seu primeiro título de Campeonato Brasileiro. Dois anos mais tarde, o meia iniciou a campanha que culminaria no segundo título do torneio para o clube da Vila Belmiro. Mas antes da metade da competição, o atleta fez as malas com destino à Portugal.

Após duas temporadas no Porto, com bons e maus momentos, Diego foi transferido em 2006 para o Werder Bremen. Na Alemanha, a história foi outra e o brasileiro viveu “três anos perfeitos”, como ele conta nesta entrevista.

No bate-papo com a Trivela, Diego falou também sobre as expectativas com relação à segunda temporada pela Juventus e dos planos para a carreira. Dentre eles, a volta para a Seleção Brasileira.

Depois de uma temporada decepcionante, quais são as expectativas para este próximo ano da Juventus?
A expectativa é sempre boa, ainda mais em um time grande como a Juventus, com grandes jogadores. Ano passado já tínhamos uma expectativa interessante, mas infelizmente os resultados não vieram. Mas agora é o início de um novo trabalho e estamos otimistas.

E a preparação para a estreia na Liga Europa na quinta-feira, contra o Shamrock Rovers, como está?
A preparação está muito boa, faz quase um mês que estamos concentrados, trabalhando, com o foco maior neste jogo. A expectativa é ótima. Claro que vai ser uma partida difícil, como sempre é, mas estamos bem preparados.

O fato de vocês não estarem na Champions mudou alguma coisa no pensamento do clube para a temporada?
Eu acredito que o pensamento em um clube como a Juventus é sempre o de vencer, a mentalidade é vencedora. Queremos chegar em todos os campeonato com o time mais forte possível, como dá para perceber até pelas contratações que o clube fez para a temporada.

A imprensa italiana fala muito sobre a dificuldade de você e o Del Piero jogarem juntos. Qual a sua opinião sobre isso?
Acho que dizer que é impossível jogarmos juntos é um pouco exagerado, mas, talvez pelo novo estilo de jogo do time, seja complicado. O [Luigi] Del Neri coloca o time no 4-4-2, com um atacante mais fixo, então fica mais complicado jogarmos os dois. Mas independentemente disso, em time grande é sempre assim. Tem muitos jogadores com bagagem, de muita qualidade e a disputa por posição é constante.

Você teve uma passagem muito boa pelo Werder Bremen, mas no seu primeiro ano de Itália o desempenho não foi o mesmo. Por que você acha que isso aconteceu? Houve algum problema de adaptação?
Para mim, a maior diferença aqui é o gramado. Mas em geral a adaptação foi tranquila, a estrutura do clube é fantástica. Mas futebol é resultado, mesmo. Se o resultado não vem, chegam as críticas. O problema não foi individual, o time não foi bem como um todo. Então os jogadores acabaram pagando por isso.

E sua experiência na Alemanha, como foi?
Foram três anos perfeitos. Fui muito bem recebido e só tenho a agradecer muito ao clube. O Werder sempre terá um espaço especial no meu coração. Foi bacana porque o clube me ofereceu tudo o que eu precisava, toda a estrutura e eu também consegui corresponder a tudo o que o eles esperavam de mim.

E com relação à Seleção Brasileira, quais são as suas expectativas para este novo ciclo?
Eu tenho vontade de voltar para a Seleção. É um dos meus grandes objetivos estar na Copa de 2014. Sei como é bom e importante para a carreira de um jogador estar na Seleção Brasileira, já vesti a camisa do Brasil por quase 40 vezes. Mas tudo tem de acontecer passo a passo, é preciso fazer por merecer, jogando um bom futebol na temporada da Juventus.

Em algum momento você ficou decepcionado de não ter sido chamado para a Copa do Mundo?
Fiquei sim. Não por minha parte, claro, mas eu deixei de ser convocado quando ainda estava no Werder Bremen, fazendo bons jogos, quando o time estava na final da Liga Europa. Meu trabalho estava sendo bem feito. Então a gente fica um pouco triste. Ganhei dois títulos de Copa América, existe aquela grande vontade de jogar uma Copa do Mundo… Mas todos sabem do carinho que tenho por todos da Seleção. Na Copa do Mundo, claro, fiquei torcendo muito por eles. Mas não ser convocado gera aquela chateação, não tem como.

Como está o Felipe Melo nesta volta da Copa? Ele está muito abatido ou já está mais tranquilo?
Ele está treinando com a gente, está tranquilo. Claro que ficou chateado com o que aconteceu na Copa do Mundo, mas é um jogador de muita qualidade e trabalhador. Aos poucos, está cada vez mais tranquilo.

Você consegue acompanhar o Santos de longe? Vê alguma semelhança da equipe atual com aquela de 2002?
Sempre que é possível eu acompanho, sim. Como santista, torço muito pela equipe. Mas costumo dizer que cada um tem seu momento. Não gosto muito de comparar os dois times. Nós tivemos o nosso momento em 2002, que foi incrível, e agora eles estão no momento deles. Mas acho que o que lembra bastante aquela época é que o time joga pra frente, tem um futebol bonito, é quase uma unanimidade no Brasil. Isso é muito bom para o futebol.

Quais são os seus planos a médio e longo prazo?
Tenho contrato com a Juventus por mais quatro temporadas, então, quero neste período jogar bem aqui, estou muito feliz. Depois, vamos ver, eu pretendo sim voltar para o Brasil um dia. Mas meus principais objetivos agora são conquistar títulos na Juventus e disputar a Copa de 2014.

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