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Para o alto e avante!

Ao se mudar do rebaixado Rizespor para o Ankaragucu, o meio-campista Leandro Chaves trocou a região do mar negro pela capital turca carregando consigo a ambição de atuar cada vez mais em níveis elevados. O carioca de 25 anos chegou a marcar um gol contra o Fenerbahçe, de Zico, na temporada passada (foto) e conta como está sendo a nova experiência no clube de Ancara. 

Como aconteceu sua ida para o Ankaragucu?
Eu fiz uma boa temporada no Rizespor, aí surgiu o interesse do Ankaragucu. O Presidente do ‘Rize’ não queria me liberar, tivemos uma reunião e ele me perguntou se eu queria ficar mais uma temporada, mas eu fui sincero com ele. Eu disse que aqui no Ankaragucu eu teria mais chances de ir para uma grande equipe turca ou de outro ponto da Europa.

Quando você estreou no empate em 0 a 0 com o Istanbul Buyuksehir, você entrou nervoso ou foi tudo tranqüilo na 1ª rodada da Superlig turca?
Não fiquei nervoso, o que eu senti foi falta de ritmo porque fazia algum tempo que não jogava uma partida oficial.

O time é o antepenúltimo, o que está faltando para acertar?
Temos uma boa equipe, mas estamos num momento difícil. Nosso time é jovem e temos que trabalhar mais forte para buscar a reabilitação.

O seu técnico é bastante jovem e tem moral no clube. Como está sendo trabalhar com Hakan Kutlu?
Ele é boa pessoa, o Presidente gosta muito dele, o Hakan jogou muito tempo aqui, tem história no clube. Na temporada passada joguei contra ele. É um tipo que nos dá liberdade para trabalhar tranqüilo, isso é importante.

O atacante nordestino Jabá, ex-Coritiba, tem te ajudado a se adaptar? Ele ouve muito forró aí na Turquia?
Eu já estou adaptado a Turquia, mas aqui na cidade de Ancara ele sempre me ajuda quando saímos para passear em família. Ele é forrozeiro sim, ouve todos os dias.

Quem no plantel mais tem te impressionado pela qualidade? Esse meia, Mehmet Yilmaz, é meio mascarado, não?
Tem um garoto aqui de 17 anos (Abdulkadir Kayali) que se estivesse no Brasil já seria titular em algum time profissional. O problema dos treinadores turcos é que eles não dão muitas oportunidades para os jovens como no Brasil. O Mehmet é um cara legal, tem muita força física, sempre estamos conversando no vestiário.

Todos sabem do fanatismo dos torcedores na Turquia, especialmente os do Galatasaray e do Fenerbahçe. Fala-se muito pouco das torcidas dos times pequenos, elas são bastante fanáticas também?
Não vejo muita diferença entre as torcidas daqui. Só tem duas que eu gosto, a nossa e a do Besiktas porque cantam o jogo inteiro.

Os jogadores turcos são conhecidos por serem temperamentais e aguerridos. Como é trabalhar com eles diariamente?
Sim, são aguerridos e lutam o tempo inteiro durante os jogos. No inicio foi difícil porque eles tem uma pegada nos treinos que é diferente do Brasil, mas agora me acostumei e é super tranqüilo. São caras que não são muito de brincar como nós brasileiros, mas sempre estamos descontraindo o grupo com nosso jeito brasileiro de ser.
 

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