Para Blatter, além de caro, uso de tecnologia é inviável

De acordo com o presidente da Fifa, Sepp Blatter, a introdução de tecnologia nas partidas de futebol foi rejeitada porque custaria muito e não seria viável universalmente. A negativa para o uso de tecnologia aconteceu no último fim de semana.
“A aplicação de tecnologias modernas podem ser muito custosas e, por isso, não seria viável no âmbito global”, escreveu Blatter no site oficial da Fifa. “Muitas partidas, mesmo de alto nível, não são televisionadas. Por exemplo, temos quase 900 jogos preliminares da Copa do Mundo, e as mesmas regras teriam de ser usadas em todas as partidas da mesma competição. As regras precisam ser as mesmas em todo o mundo”.
Na reunião do último sábado, foram apresentadas propostas como microchips nas bolas e sistemas de câmeras, para ver se a bola entrou ou não no gol. Para Blatter, se esse tipo de recurso fosse usado, daria margem a questionamentos em jogadas que não fossem só de gol.
Blatter prefere que as decisões continuem na responsabilidade das pessoas, e acredita que mesmo as decisões feitas por computadores podem ser contestadas. “Não importa qual tecnologia se use, no fim das contas a decisão terá de ser tomada por algum ser humano. Não são raros casos em que, mesmo depois de replays, 10 especialistas têm 10 opiniões diferentes sobre a decisão que deve ser tomada”.
Blatter acredita que os debates sobre as decisões dos ábitros fazem parte do jogo. “Se fosse preciso parar a jogada para uma decisão ser tomada, quebraria o ritmo da partida e possivelmente prejudicaria alguma equipe”.


