Outubro de ouro em Kobe

Uma das gratas revelações da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2005 hoje é um dos brasileiros de destaque na J-League, o Campeonato Japonês. Leandro, ex-Nacional e São Paulo, é o camisa 9 do Vissel Kobe, invicto há 40 dias e com 100{a12cf170529acbd7b36c6d9566dcea6b97d0f72dc979800f5851fcdd34e7d94a} de aproveitamento nos últimos cinco jogos. O time de Kobe não tinha uma sequência similar desde agosto de 2006. Aos 23 anos, o brasileiro forma uma explosiva dupla ofensiva com Yoshito Okubo, ex-Mallorca, da Espanha, responsáveis por metade dos gols marcados pela equipe nesta temporada.
O Vissel vem bem nos últimos jogos e tem a meta de se tornar um clube de ponta no Japão, para isso acontecer faltam mais reforços ou o atual elenco pode evoluir no ano que vem?
Precisamos de reforços, o nosso time completo é forte, mas num campeonato de 34 rodadas é difícil jogar todas as partidas com o time completo.
Não acha que o problema do Vissel Kobe foi perder muitos pontos para equipes pequenas?
Sim, sempre jogamos de igual pra igual contra os grandes, mas sempre perdemos pontos contra os pequenos e isso faz falta no final.
Você e o Okubo formam uma das duplas de ataque mais afinadas da J-League. Vocês combinam muita coisa antes dos jogos e se entendem bem fora de campo?
O entrosamento vem do dia-a-dia, é nossa segunda temporada juntos e já nos conhecemos bem. Fora de campo nos damos bem também, aliás, nosso time é bastante unido.
Você vem marcando gols de todas as formas na J-League. Acha que já teria condições de atuar na Europa ou em grandes clubes brasileiros?
Creio que sim, vejo muitos jogadores que estavam aqui voltarem para o Brasil e se destacarem, com certeza eu também poderia me destacar.
Acha que o Nagoya Grampus tem condições de acompanhar o líder Kashima Antlers nessa final da J-League?
Sim, este ano o Nagoya esta muito bem, com grande posse de bola e um ataque forte. Eles são candidatos ao título, sim.
Você marcou o gol da vitória sobre o Urawa Reds há poucas semanas. É um time bem inferior ao do ano passado que tinha Hasebe, Ono e Washington, não?
Eu achei que sem o Hasebe e o Ono ficou mais difícil porque eles armavam as jogadas junto com o Robson Ponte e é difícil encontrar japoneses com a mesma qualidade deles.
O Kashima Antlers tem o melhor plantel da J-League ou o Oswaldo de Oliveira é um técnico acima da média local?
Os dois! O Kashima tem um elenco muito forte e o Oswaldo todo mundo sabe que é um excelente treinador.
Como você vê o Gamba Osaka para essa final da Liga dos Campeões da Ásia contra o Adelaide United? É um time que depende demais da bola parada com o Yasuhito Endo?
Jogando contra eles, nós percebemos que é um time forte que tem jogadores de qualidade que tocam muito bem a bola. Antes tinha o Baré como referencia na frente (negociado em julho com o Al-Ahli, dos Emirados Árabes), depois que ele saiu acho que o time perdeu um pouco o poder ofensivo e por isso hoje depende mais das bolas paradas do Endo.
Quando você fez aquela ótima Copa São Paulo de Júnior 2005 pelo Nacional, assinou com o São Paulo, mas não ficou no Morumbi. Porque você acabou indo parar no Japão?
Eu saí do Nacional e fui para o São Paulo por empréstimo de seis meses, mas fiquei três meses parado porque estava com um problema no púbis. Quando voltei a jogar fiz três partidas pelo time B e apareceu a oportunidade de vir para o Japão e graças a Deus estou conquistando meu espaço aqui.


