Sem categoria

Os goleiros do Brasil

A volta das Eliminatórias da Copa fazem o brasileiro voltar ao seu esporte predileto: escalar a Seleção. Desde sempre, a escolha dos nomes que vestem a ‘Amarelinha’ é o assunto mais controverso do país e mesmo quando o treinador é bom e considerado, há discussão. Imagine com um técnico que nunca exerceu essa função.

Todo mundo tem uma lista particular onde escalaria esse e deixaria aquele de fora. As variações vão desde os que acham que Lucivaldo Mathias, meia de 14 anos do Atlético Parelheiros até Bebeto e Romário ainda têm de estar na lista.

Em cinco edições, a Trivela apresenta os nomes que de alguma forma estão na órbita da Seleção Brasileira sob a gestão de Dunga – por posição. Nesta semana, os goleiros que lutam pela vaga no gol do Brasil é que são dissecados. Depois, laterais, zagueiros, meio-campistas e atacantes também terão a sua vez.

Depois de cada edição, o blog da Trivela estará aberto para você também deixar a sua participação, elogiando, criticando, lembrando esquecidos ou comentando os nomes que apareceram no nosso apanhado. Esta não é uma lista que tentará adivinhar quem são os titulares de Dunga, mas sim avaliar quais os goleiros brasileiros que teriam possibilidade de participar da campanha das Eliminatórias. Goste ou não, Dunga terá de ouvir as críticas – é esse o nosso papel.

Júlio César
Internazionale – ITA, 28 anos

Indiscutivelmente, o preferido de Dunga. Depois de duas temporadas sólidas na Inter de Milão, o ex-flamenguista finalmente tem condição de exigir o posto de titular do Brasil. Se não comete erros atrozes, Júlio César não é um arqueiro que faça defesas milagrosas. Na média, vai bem e hoje praticamente não tem concorrentes. Regular em todos os fundamentos.

Doni
Roma – ITA, 27 anos

Odiado por parte da mídia (especialmente a carioca, que prefere Júlio César), Doni tem no seu currículo clubístico recente um papel de mais relevo do que o goleiro carioca. Freqüentemente o jogador paulista é forçado a fazer grandes defesas num time que tem uma vocação ofensiva mais aguda. Contra si, Doni tem algumas falhas grotescas com a camisa do Brasil, apesar da curta carreira internacional. Tem ótimos reflexos, mas na saída do gol é da ‘Escola Dida’.

Rogério Ceni
São Paulo, 34 anos

Sem dúvida, é o brasileiro com mais bagagem hoje para a posição e tecnicamente é melhor que Doni e Júlio César. Contudo, tem um temperamento que desagrada muitos colegas e não se encaixa na filosofia Dunga de “elenco sem lideranças”. Já um dos maiores jogadores da história do São Paulo, Ceni tem um comando impressionante que às vezes se transforma em um foco de atrito. No panorama de hoje, só volta à Seleção se Dunga cair.

Bruno
Flamengo, 22 anos

É o favorito da imprensa carioca para o banco. Excelente pelo alto e nas reposições de bola, o dono da camisa 1 do Mengo também é um gigante defendendo pênaltis. Contudo, chutes de fora da área o deixam em dificuldade com freqüência. Muito jovem, usualmente dá declarações que criam polêmica desnecessária, um ponto negativo para a filosofia Dunga. Também carece de experiência.

Diego Cavalieri
Palmeiras, 24 anos

É o melhor goleiro de sua geração, tecnicamente falando. Paga o preço de estar em um time em má fase, onde a defesa fica desguarnecida constantemente. Mesmo assim, o herdeiro de Marcos no Palestra Itália é bom embaixo das traves e pelo alto. Além disso, tem um equilíbrio emocional que seus concorrentes não têm. Entretanto, goleiros do Palmeiras não têm tido trânsito na CBF (vide Marcos e Veloso, seus dois antecessores no Parque Antártica).

Felipe
Corinthians, 23 anos

Elevado á condição de herói corintiano por causa da fase pífia do campeão brasileiro de 2005, Felipe tem todos os sinais de uma promessa consistente. Neste Brasileiro, salvou o Timão de derrotas certas que já teriam rebaixado o clube, caso acontecessem. Sua técnica, porém, ainda não compensa a falta de experiência dele, que está em sua primeira temporada como protagonista, assim como o flamenguista Bruno.

Gomes
PSV – HOL, 26 anos

Já foi o preferido para a sucessão de Dida, mas nos últimos 12 meses, entrou numa péssima fase. Gomes tem excelentes reflexos e não é ruim nas bolas altas, mas tem uma tendência preocupante para cometer bobagens que enterram seu time. Na Holanda, sua performance piorou bastante depois da saída de Guus Hiddink do comando do time, fato que teve conseqüências na defesa.

Hélton
Porto – POR, 29 anos

Hélton tem uma carreira segura no Porto e mesmo na Seleção não teve uma fase que o comprometesse. Alto e ágil, segue a linha brasileira de goleiros com bons reflexos. Não tem um séquito de defensores de seu nome na Seleção porque não é um goleiro de defesas espetaculares.

Diego Alves
Almería – ESP, 22 anos

Diego foi rapidamente alçado à condição de ídolo no Atlético-MG, fazendo a torcida esquecer Bruno rapidamente durante a campanha na Série B do Brasileiro. O bom nível das atuações foi mantido este ano, com a conquista do título estadual e o bom começo no Campeonato Brasileiro. Não por coincidência, os resultados do time caíram drasticamente após sua saída. Goleiro de ótimo reflexo, também se destaca pela precisão na saída de jogo, muitas vezes armando contra-ataques para seu time. Na reserva do Almería, contudo, praticamente saiu da concorrência por uma vaga.

Fábio
Cruzeiro, 27 anos

Integrante do elenco campeão da Copa América em 2004, Fábio corre por fora para voltar a defender a Seleção Brasileira. Apesar de o gol sofrido “de costas” na final do Estadual contra o Atlético ter se tornado uma marca indelével na carreira, Fábio voltou ao gol cruzeirense e se tornou peça fundamental na boa campanha da equipe no Campeonato Brasileiro. Seguro, ele reconquistou confiança – a própria e a da torcida – e se firmou como um dos principais nomes da posição no futebol nacional.

Mostrar mais

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo