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Operários entram em greve e podem atrasar Copa

Os preparativos para a Copa do Mundo de 2010 sofreram séria ameaça nesta quarta. Os trabalhadores da construção civil, que atuam na construção de estádios, anunciaram o início de uma greve, causada pela falta de acordo entre os sindicatos e as entidades formadas pelas empreiteiras.

O ponto principal da discussão está no pedido de reajuste salarial feito pelos operários: enquanto os sindicatos pedem 13 por cento de aumento, as construtoras oferecem 10,4 por cento. A greve pode causar o atraso na entrega de obras como os estádios de Johannesburg, Cidade do Cabo e Durban, cujas conclusões estão prometidas, a princípio, para dezembro.

Lesiba Seshoka, porta-voz da União Nacional dos Mineradores, um dos sindicatos representantes do operariado, anunciou que 70 mil pessoas aderiram à paralisação. Seshoka ainda disse que a greve continuará, caso as demandas não sejam atendidas: “Estamos preocupados em trazer comida para nossas famílias, não com a compra de ingressos para um jogo, feita por um homem rico.”

Do lado da Federação Sul-Africana de Engenharia e Construção Civil, o porta-voz Joe Campanella afirmou que só 11 mil operários aderiram à greve, e que a entidade teria oferecido 65 por cento de aumento, incluindo benefícios.

Por sua vez, Danny Jordaan, chefe executivo do Comitê Organizador da Copa, declarou confiança em resolução rápida do problema: “Os operários da construção têm dado vida ao projeto da Copa do Mundo de 2010. O trabalho duro deles assegurou que estamos aptos a cumprir os prazos e que nossos estádios estarão entre os melhores do mundo, no próximo ano.”

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Equipe Trivela

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