O que fazia um acriano em Honduras?

Apesar de ter machucado o rosto após marcar o seu primeiro gol pelo Hispano, o atacante Marcelo Cabeção (destaque do futebol do Acre nos últimos anos) conta que não teve dificuldades na sua passagem por Honduras.
“Me deram toda a assistência que eu precisava, foi tudo tranqüilo” relata ‘Lopez’, como era chamado na América Central.
O centroavante de 28 anos já voltou ao Brasil sendo campeão acreano pelo Juventus (foto), quebrando um jejum de 13 anos sem títulos do ‘clube do povo’.
Foi uma experiência muito difícil jogar em Honduras?
Cara, eu pensei que ia ser difícil, mas até que não foi. Fiquei muito tranqüilo lá, me deram apartamento mobiliado e alimentação, tudo por conta do clube, o Hispano.
O Hispano terminou o Apertura 2008 em 6º lugar, mas teve o 2º melhor ataque com 31 gols. O time era fraco pra poder brigar com equipes como Real España, Marathón, Motágua e Olímpia?
Fraco o time não era, mas esses clubes que você citou têm mais estrutura e nós do Hispano não tínhamos. Isso dificultava.
Dentro de campo, como você avalia o futebol jogado em Honduras?
Não é um futebol técnico, é mais força física e correria.
A estrutura dos clubes é boa e o povo adora futebol?
A estrutura do meu clube não era boa, mas de equipes como Olímpia, Marathón, Montágua e Real España é boa demais. Os hondurenhos, em geral, gostam bastante de futebol.
Você achou que os jogadores hondurenhos são festeiros, engraçados, enfim, bem parecidos com os brasileiros?
Não, eles são diferentes, nós brasileiros somos mais animados, mas eles são legais, dá pra conviver legal com os caras. Eles não são muito de festas e farras. São tranqüilos.
Como foi viver em uma cidade como Comayágua?
Comayágua é uma cidade pequena e muito pobre, mas deu pra levar e viver bem.
Tegucigalpa, San Pedro Sula e La Ceiba são legais?
Essas, sim, são legais. La Ceiba tem praias, Tegucigalpa e San Pedro Sula ambas têm muitas festas e agitos..
Mulheres hondurenhas?
Cara, onde eu vivia (Comayágua) não tinha mulheres interessantes, as gatas você só vê em Tegucigalpa, San Pedro Sula e La Ceiba…
Quais as principais qualidades do Juventus, neo-campeão acreano, quebrando um jejum de 13 anos?
O Juventus tem a sua força no grupo. Claro que tem algumas peças que decidem, mas nosso grupo é muito forte.
Antes, todos os clubes do campeonato acreano eram da capital Rio Branco, mas vem aparecendo bons clubes no interior como o Nauas e o próprio ADESG já foi campeão em 2006. Como é jogar no interior do Acre?
É normal, as equipes do interior não apresentam muita dificuldade. Não é difícil.
Os torcedores de ADESG, Náuas e Plácido de Castro hostilizam bastante os times da capital? Já existe essa rivalidade entre as equipes da capital e do interior?
Não, apesar do Náuas ter feito a final contra nós, não existe esse tipo de rivalidade. Clássico mesmo é só na capital, Rio Branco.


