O Palmeiras e suas crises!

João Vitor apanhou de “torcedores” na porta da loja oficial do clube.
Ninguém tem o direito de ofender outra pessoa na rua ou em qualquer outro lugar. João Vitor errou ao revidar o que não justifica o ato dos tais ‘torcedores”.
Kleber discute com Felipão antes da viajem para o Rio de Janeiro e tome crise no elenco.
Felipão gosta de uma briguinha. O técnico precisa de um gerente profissional para servir de escudo e cuidar de questões que não devem ser tratadas diretamente pelo técnico. Um elo que possa afinar a relação entre todos, dirigentes, jogadores e comissão técnica.
Alguém que possa administrar profissionalmente a relação humana com o elenco.
Basta uma substituição e pronto. O cara emburra, faz cara feia e empaca tal como um jumento.
Atletas que assinam contratos longos e se acham no direito de correr mais, ou menos, de acordo com o interesse deles.
Os jogadores já perceberam faz tempo, que os dirigentes são amadores e ficam sem ação quando são pressionados pelos torcedores.
Na dividida, sempre será mais fácil mandar o técnico embora, ou demitir a camareira da concentração, do que afastar um queridinho que vira ídolo de açúcar depois de dois carrinhos que dá em campo. Ninguém cobra o jogador. O cara sabe que se sair do clube, arruma outro trabalho rapidinho.
Alguém aqui acredita que vai faltar trabalho ao tal Gladiador se ele deixar o Palmeiras?
A relação entre jogadores e a comissão técnica tem que ser profissional. Um gerente que possa administrar problemas e se relacionar com os humanos e mimados jogadores de futebol.
Um cara que pudesse corrigir os rumos e alertar inclusive o treinador sobre os erros cometidos, falar abertamente sobre esquemas táticos, características dos atletas e qualidade de treinamento, sem que isso ofenda a honra dos mandões e donos da verdade professores do futebol.
Nomes não faltam no mercado. Não vou indicar nenhum para que o nobre leitor não pense que tenho algum interesse na contratação deste ou daquele.
O responsável pelo futebol é Roberto Frizzo. Não é do ramo. Está perdido e quando abre a boca cria ainda mais confusão.
O Presidente é refém dos compromissos políticos que assumiu ao ser eleito e não muda.
Capitão Nascimento tem razão:
“O sistema trabalha para o sistema”.
O estatuto do Palmeiras não permite que o clube tenha novos dirigentes. Vai cair sempre no tio, primo ou filho de alguém que um dia exerceu alguma função na diretoria. Um afilhado político de qualquer ex-presidente ou conselheiro vitalício.
Arnaldo Tirone entraria para história como um verdadeiro estadista se rompesse com o sistema viciado da política palmeirense.
Ele seria reeleito com tranqüilidade em janeiro de 2013, se contratasse um gestor profissional para futebol e para as categorias de base, outro para o marketing e mais um para o planejamento. Neste caso, uma espécie de gerente de novos negócios que a nova arena e o novo clube social vão proporcionar.
Um time de quatro caras bem avaliados pelo mercado que pudessem montar um grupo de futebol competitivo, levantar o CT de São Roque e transformar o CT da Barra Funda numa concentração.
Mustafá surfou na onda da Parmalat. Tirone poderia surfar na onda do profissionalismo. A pressão da mídia e dos 15 milhões de torcedores seriam suficientes para mais dois anos de mandato.
Coragem Presidente!
Fique por aqui!


