O Mundial dos Grupos

Uma semana depois da definição dos grupos para a Copa do Mundo, a Trivela pensou em uma maneira diferente para responder aquela pergunta inevitável: qual é o grupo da morte? Decidimos montar um mundial envolvendo a seleção de cada chave. As regras são simples: foram escolhidos os melhores jogadores de cada grupo para compor a “seleção” — cada país tem no mínimo um e no máximo cinco atletas no time. E a imaginação foi longe. Criamos depois uma minicopa, com confrontos fictícios disputados no sistema de mata-mata. A Copa Trivela de grupos seria mais ou menos assim.
Grupo A (África do Sul, México, Uruguai e França) x Grupo B (Argentina, Coreia do Sul, Nigéria e Grécia).
Escalações
Grupo A: Ochoa (MEX), Sagna (FRA), Lugano (URU), Rafa Márquez (MEX), Abidal (FRA), Diarra (FRA), Pienaar (AFR), Giovani dos Santos (MEX), Ribéry (FRA), Forlán (URU), Henry (FRA).
Grupo B: Enyeama (NIG), Seitaridis (GRE), Yobo (NIG), Kyrgiakos (GRE), Torosidis (GRE), Mascherano (ARG), Obi Mikel (NIG), Park Ji-Sung (COR), Messi (ARG), Higuaín (ARG), Aguero (ARG).
Como foi o jogo
Na preleção, Parreira foi direto: “Lugano, não desgruda do Messi, mano”. E o uruguaio seguiu à risca a solicitação do comandante. Durante toda a partida, o zagueiro não deixou Messi jogar, mesmo que para isso fosse necessário usar mais força do que técnica.
A seleção do grupo A estava equilibrada, com uma boa zaga — representada por México, Uruguai e França — e com um ataque bastante rápido, mais uma vez com atletas desses três países. O único jogador sul-africano era Steven Pienaar. Muito festejado pela torcida, Pienaar fez bonito, com boas jogadas tanto pela direita quanto pela esquerda.
Já o selecionado do grupo B estava capenga: a zaga tinha predomínio de atletas gregos. Do meio para frente, os argentinos dominavam. Alguns nigerianos e o sul-coreano Park pareciam perdidos em campo. E foi exatamente o maior equilíbrio que deu a vitória por 2 a 1 para o grupo A. O gol solitário do grupo B foi marcado por Messi, em uma incrível jogada individual.
Grupo C (Inglaterra, Estados Unidos, Argélia e Eslovênia) x Grupo D (Alemanha, Austrália, Sérvia e Gana).
Escalações
Grupo C: Howard (EUA), Belhadj (ARL), Onyewu (EUA), Terry (ING), Glen Johnson (ING), Lampard (ING), Gerrard (ING), Ziani (ARL), Donovan (EUA), Novakovic (ESL), Rooney (ING).
Grupo D: Schwarzer (AUS), Paintsil (GAN), Vidic (SER), Neill (AUS), Lahm (ALE), Essien (GAN), Stankovic (SER), Ballack (ALE), Krasic (SER), Tim Cahill (AUS), Podolski (ALE).
Como foi o jogo
A seleção do grupo C tinha muita qualidade quando a bola estava no pé dos ingleses. Lampard, Gerrard e Rooney criaram as melhores chances de gol da equipe. Mas do outro lado estava um time muito forte na zaga e no meio-campo.
Vidic marcou Rooney de perto e foi o melhor atleta em campo. Essien, Stankovic, Ballack e Krasic, além de atuarem bem na marcação, eram sempre importantes no ataque. E foi exatamente a partir de um belo passe de Krasic, que Podolski marcou o único gol da partida.
Uma curiosidade: o grupo D foi o único em que nenhum país teve mais de três jogadores na seleção da chave.
Grupo E (Holanda, Dinamarca, Japão e Camarões) x Grupo F (Itália, Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia).
Escalações
Grupo E: Kameni (CAM), Jacobsen (DIN), Agger (DIN), Túlio Tanaka (JAP), Ekotto (CAM), Van Bommel (HOL), Makoun (CAM), Sneijder (HOL), Van Persie (HOL), Robben (HOL), Eto’o (CAM).
Grupo F: Buffon (ITA), Pekarik (ESQ), Cannavaro (ITA), Skrtel (ESQ), Nelsen (NZL), Pirlo (ITA), Barreto (PAR), De Rossi (ITA), Hamsik (ESQ), Cabañas (PAR), Gilardino (ITA).
Como foi o jogo
Uma partida muito dependente de jogadores holandeses pela seleção do grupo E, e de italianos no selecionado da chave F. Mas os grandes nomes do jogo foram de outras nacionalidades.
O eslovaco Hamsik criou boas jogadas, mas nos arremates, Cabañas não conseguiu marcar. Gilardino, por sua vez, foi muito bem marcado pelo dinamarquês Agger. Pelo grupo E, a trinca holandesa (Sneijder, Van Persie e Robben) fez bonito. Mas o gol da vitória foi marcado pelo camaronês Eto’o, em lance de muito oportunismo.
Grupo G (Brasil, Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal) x Grupo H (Espanha, Honduras, Suíça e Chile).
Escalação
Grupo G: Júlio César (BRA), Maicon (BRA), Pepe (POR), Lúcio (BRA), Mun In-Guk (CRN), Yaya Touré (CIV), Deco (POR), Kaká (BRA), Cristiano Ronaldo (POR), Luís Fabiano (BRA), Drogba (CIV).
Grupo H: Casillas (ESP), Sérgio Ramos (ESP), Senderos (SUI), Medel (CHI), Barnetta (SUI), Xavi (ESP), Iniesta (ESP), Fernández (CHI), Palácios (HON), Fernando Torres (ESP), Suazo (CHI).
Como foi o jogo
Sem dúvida o jogo mais bonito da primeira fase. A seleção do grupo G foi armada num sistema muito ofensivo, com Deco, Kaká, Cristiano Ronaldo, Luís Fabiano e Drogba à frente.
Pelo grupo H, os espanhóis desequilibravam. Xavi e Iniesta comandavam o meio-campo com toques precisos e refinados. Na frente, Fernando Torres estava oportunista como sempre. E foi ele o responsável pelos dois gols da seleção do grupo H.
Do outro lado, porém, o que importava era atacar. E foi isso que a equipe fez. Com gols de Drogba, Luís Fabiano, Kaká e Cristiano Ronaldo, o selecionado do Grupo G garantiu vaga às semifinais com 4 a 2 no placar. Poderia ter sido mais, não fosse as incríveis defesas de Casillas.
Quem destoou foi o lateral-esquerdo norte-coreano, Mun In Guk. Na verdade, ele só descobriu que entraria em campo nos vestiários, quando a Fifa obrigou a seleção do grupo G a escalar um jogador da Coreia do Norte.
Semifinais
Grupo A x Grupo D
Como foi o jogo
Partida equilibradíssima. Ribéry começou o jogo com tudo pelo grupo A e armou boas jogadas para Forlán e Henry. Porém, mais uma vez Vidic foi fundamental pelo grupo D. Sem falar no incansável Essien, que marcava e ajudava o ataque o tempo todo.
Depois de um empate em 1 a 1 no tempo normal, o jogo foi para a prorrogação. Foi aí que o melhor preparo físico do selecionado da chave D e o talento de Ballack fizeram a diferença.
Já no fim da partida, o alemão recebeu passe de Stankovic na entrada da área, dominou a bola e deu um belo chute. Foi o gol da classificação. Henry ainda tentou fazer um gol de mão no fim, mas dessa vez a arbitragem estava atenta.
Grupo E x Grupo G
Como foi o jogo
Kameni, Jacobsen, Agger, Túlio Tanaka e Ekkoto não foram páreos para o ataque talentoso da seleção do grupo G. O primeiro tempo terminou 3 a 0, com dois gols de Drogba e um de Luís Fabiano.
A segunda etapa foi mais morna, já que o jogo estava praticamente definido. Mas ainda deu tempo de Deco fazer mais um pelo grupo G e de Van Persie marcar o de honra para o grupo E.
Vale menção à ótima atuação de Yayá Touré, Lúcio e Pepe, que seguraram bem o ímpeto de Robben e Sneijder.
Final
Grupo D x Grupo G
Um jogo complicadíssimo, que colocava frente a frente dois estilos distintos de jogo. Pelo grupo D, uma defesa consistente, um meio de campo forte, marcador e com talento para armar boas jogadas. O ataque não tinha a mesma habilidade do oponente.
Na chave G, do meio-campo para frente, três dos melhores jogadores do mundo: Cristiano Ronaldo, Kaká e Drogba. Sem contar o faro de gol apurado de Luís Fabiano e a inteligência de Deco. Mesmo com o sistema defensivo exposto, Yayá Touré, Lúcio, Pepe e Maicon deram conta do recado.
A partida foi muito equilibrada, e o grupo D terminou o primeiro tempo na frente, com um gol do australiano Tim Cahill. Mas na segunda etapa prevaleceu o talento do grupo G. Aos 20 minutos, o empate veio com gol de Cristiano Ronaldo, após jogada de Kaká. No fim do jogo, Drogba recebeu bola na área e fez o gol do título.
Venceu o Mundial de grupos da Trivela o time com maior número de talentos. E qual seria a sua seleção de cada chave?
Confira aqui o Guia da Copa do Mundo elaborado pela equipe da Trivela.


