“O futebol é um pouco diferente na Sérvia”

O Campeonato Espanhol começa neste final de semana, e são vários os brasileiros que atuam por lá. Alguns mais conhecidos, outros menos. O volante Juca, atualmente no Deportivo de La Coruña, que despontou no Internacional e passou por diversos times brasileiros, se destaca no segundo grupo.
No futebol internacional desde 2007, o brasileiro conta como surgiu o apelido “O Bombardeiro”, na época do Partizan, e sobre a importância de jogar numa equipe onde vários compatriotas se destacaram ao longo das últimas décadas. Confira a entrevista exclusiva.
Como foi seu início de carreira no Rio Grande do Sul?
Cheguei no Inter com sete anos e fui até o time profissional. Fiquei três anos e fui para o Criciúma. Aprendi muito com técnicos como o Parreira e o Zé Mário, que me lançou. Sou grato a eles.
O seu nome é Juliano, então de onde veio o apelido Juca?
Um dos meus tios tem o apelido de Juca. Pelo que meu pai dizia, foi uma homenagem a esse tio. Se falar Juliano, ninguém conhece.
E o apelido “Bombardeiro”, de onde vem?
Isso foi no Partizan, na Sérvia. Quando eu cheguei lá, os torcedores já exibiram uma camisa com os dizeres: “Bombardeiro brasileiro do Partizan”. Foi bem legal e deveu-se à fama que tinha de chutar forte pelo Botafogo.
Os dois clubes que você atuou no Rio (Botafogo e Fluminense) estão bem no Brasileiro. Como foi essa sua passagem pelo futebol carioca?
No Fluminense, eu ainda era imaturo e aprendi muito com jogadores renomados como Romário, Edmundo, Roger e Ramón. Mas foi no Botafogo que me identifiquei com a camisa e com a torcida. Foi um clube que me deu projeção para chegar ao futebol europeu. Tenho um carinho especial pelo Alvinegro.
A experiência no Partizan foi positiva. Lá você conquistou títulos e conquistas pessoais. Como é o futebol de lá?
O futebol é um pouco diferente na Sérvia. Exige muita força física, mas foi uma experiência maravilhosa na minha vida. Foi o melhor momento da minha vida profissional e esportiva.
Como é jogar por um clube onde se destacaram vários brasileiros, como Djalminha, Bebeto, Mauro Silva e outros?
É um prazer e uma responsabilidade. Todos tiveram muito sucesso aqui e espero ter o mesmo. Tive muitas lesões na última temporada. Nós fizemos um excelente primeiro turno, mas caímos de produção por conta das contusões, mas isso não serve de desculpa.
Como está o clube para essa temporada? Briga pelas competições europeias? Liga Europa? Champions?
O grupo está mais forte do que na temporada passada.
Na pré-temporada entre torneios amistosos e jogos de preparação, o time realizou nove jogos, com apenas duas vitórias (Cardiff City e Pontevedra). Isso não preocupa?
O treinador não se preocupa com resultados de pré-temporada. Essas partidas servem mais para fazer experiências à equipe. O que importa é a partir de agora.
Recebeu convites para atuar no Brasil desde que chegou à Europa?
Houve algumas sondagens, mas nem cogitei a hipótese de voltar agora. Bate a saudade do Brasil, mas adoro jogar aqui na Europa.
A sua recuperação foi feita no Brasil. Ficar perto da família ajudou na recuperação?
Foi muito bom ter meus filhos e minha família por perto. Isso também pesa na recuperação. Mas tenho mesmo é que agradecer ao São Paulo pelo tratamento espetacular que me deu enquanto estive lá, me tratando nas dependências do clube paulista. Todos foram muito profissionais e amigos comigo.
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