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O adeus do palito

Ídolo do Nacional e conhecido no Uruguai como “O capitão das mil batalhas”, o volante Marco Vanzini, ex-Juventude, confirmou mesmo que não joga mais profissionalmente. Largando os campos prematuramente aos 32 anos, o ‘Palito’ nos contou num rápido bate-papo por telefone que ainda irá analisar seu futuro e decidir se continua no mundo do futebol. Solícito, o tetracampeão uruguaio de 1,88 de altura também falou um pouquinho de sua carreira. 

 

Porquê está tão sumido, rapaz? Parou mesmo? 
Me retirei, decidi parar porque já não estava tão motivado para continuar jogando. Ainda estou analisando o que vou fazer, pode ser que me torne treinador, mas não tenho nada definido ainda.

Como avalia sua passagem pelo Brasil, que foi meteórica?
Espetacular, muito boa, uma experiência importante na minha carreira ter jogado aí no Juventude.

Você teve uma proposta do Náutico, não?
Sim, mas nada concreto e oficial.

Você é amigo do Acosta, do Corinthians?
Sim, nos conhecemos há muitos anos, estive com ele quando fomos jogar contra o Náutico em Recife (Náutico 4×1 Juventude, Campeonato Brasileiro 2007). Marquei um gol naquele jogo.

Sua passagem gloriosa pelo Nacional, do Uruguai, acabou depois que se desentendeu com o técnico Daniel Carreño. O que houve naquela ocasião?
Tínhamos uma forma diferente de pensar, mas não tenho nada contra ele, são coisas do futebol.

Depois de construir uma carreira muito sólida no Nacional com muitos títulos e prêmios, porquê você nunca apareceu na seleção uruguaia?
Tinha muita gente na minha posição com mais condições e que jogavam na Europa. Um exemplo é Pablo Garcia, além de Abeijón, O´Neill e Sosa.

José Mourinho diz que a realidade no futebol português é simples: se você tem um grande time, você ganha a competição sem risco. Pela sua experiência no Sporting Braga, você concorda?
Sim, lá se você tiver um time ordenado, seguro e com jogadores desequilibrantes é difícil deixar escapar o título.

Ele não especificou, mas é provável que ele se refere as três forças: Porto, Benfica e Sporting Lisboa, já que triunfar no Sporting Braga, onde você estava, é difícil, não?
Muito, é um time que está abaixo dos grandes, apesar de sua diretoria ser séria, é difícil ganhar algo lá. Mas valeu muito ter jogado lá, fiz muitos amigos brasileiros como o Nem, o Pena e o Jorge Luiz.

Para você que surgiu lá, qual o segredo do Danúbio para formar tantos bons jogadores?
Não tem mistério, é uma equipe que se propôs a trabalhar bem as categorias de base e se preocupa com elas.

Quais os profissionais que mais te impressionaram durante sua carreira?
Como jogador o Recoba era impressionante, jovem, mas muito potente e com qualidade. Entre os técnicos, eu cito o Hugo De León porque ganhamos muitos títulos no Nacional e pelas coisas que ele transmitia ao grupo.

Encontrou alguma torcida apaixonada como a do Nacional pelos lugares que passou?
Não, é a mais impressionante, sem dúvida.

 

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Equipe Trivela

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