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Números contradizem estereótipos na decisão

Alemanha e Espanha se enfrentam neste domingo, na final daquela que pode ser a melhor Eurocopa de todos os tempos. Os dois times chegaram com méritos à decisão, para a qual a maioria dos analistas evita apontar favoritos.

A chegada dos alemães à final não foi surpresa. Antes do torneio, o Nationalelf já figurava entre os favoritos. Seu elenco, que fez bom papel na Copa de 2006, amadureceu e mostra-se sólido na maioria das posições. A Espanha, por outro lado, era vista com ressalvas, apesar de contar com alguns ótimos nomes. Ao longo do torneio, mostrou um bom futebol, que faz com que não possa ser considerado um azarão na decisão.

Curiosamente, os resultados desta Eurocopa de certa forma desmentem estereótipos associados às duas seleções. A Alemanha, que sempre tem a fama de ser um time ‘frio’, que disputa partidas sem graça, fez dois confrontos agitados com Portugal e Turquia – ambos terminaram com o placar de 3 a 2.

Já a Espanha, conhecida por seu futebol ofensivo, tem a segunda melhor defesa do torneio (atrás apenas da Croácia): levou só três gols, sendo um quando já goleava a Rússia, na estréia, e um contra a Grécia, num jogo que valia apenas para cumprir tabela (o outro gol foi marcado pela Suécia). A força da marcação de seu meio-campo também tem se destacado, ajudando a anular Itália e Rússia no mata-mata.

Em termos de tradição, a vantagem é inegavelmente alemã. A Espanha não havia sequer chegado à semifinal de um torneio importante desde 1984. Enquanto a Fúria amargava esse jejum, os alemães ganharam uma Eurocopa e um Mundial (e ainda somaram um vice-campeonato europeu e dois mundiais). Os confrontos diretos também favorecem a Alemanha: foram quatro vitórias, dois empates e apenas uma derrota frente à Espanha.

Na final, a Fúria não poderá contar com um de seus principais jogadores nesta Eurocopa: David Villa, artilheiro do torneio com quatro gols. O atacante contundiu-se logo no primeiro tempo da semifinal contra a Rússia. Já a Alemanha pode ficar sem seu capitão, Michael Ballack, com dores na panturrilha direita. O meia do Chelsea foi vital na vitória contra Portugal, mas teve atuação discreta na semifinal frente à Turquia.
 

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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