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“Nossa Liga é especial”

Afshin Ghotbi, 44 anos, campeão iraniano pelo Persepolis em sua primeira temporada como treinador principal é um dos técnicos da moda no território asiático. Confiante e científico, foi auxiliar de Guus Hiddink e Dick Advocaat na seleção da Coréia do Sul e tem passagens por grandes clubes sul-coreanos e dos EUA. Neste bate-papo, se mostrou amistoso, mas soltou frases impactantes.
“Espero em breve levar uma seleção ao triunfo numa Copa do Mundo…”

Sendo o atual campeão, como foi o trabalho na pré-temporada?
Eu sempre começo selecionando os jogadores e em seguida ambientando-os e criando uma atmosfera positiva. Eu já tenho uma visão clara de como iremos jogar, então, nós construímos um programa de treinos e um modelo de jogo apropriados a qualidade e mentalidade dos atletas.

Sintetize para nós a realidade da Liga Iraniana?
O futebol iraniano e a Liga são muito especiais. A paixão e o interesse do público são grandes e até mesmo fora do país. É um campeonato cheio de surpresas, o interesse da imprensa e do povo se excede mais do que em países de maior tradição. O nível técnico é o melhor da Ásia e existe ainda muito chão para evoluir e melhorar taticamente e também a organização.

O clássico entre Persepolis e Esteghlal praticamente divide o país, não?
Sim, são jogos altamente competitivos, a vibração e paixão do público é enorme, deveria ser visto por todos que gostam de futebol pelo mundo. Para além deste derby, todos os outros adversários dão tudo contra Persepolis e Esteghlal aqui no Irã.

Você gosta que suas equipes atuem no 4-2-3-1 que está tão em voga atualmente. Você está se ajustando a uma tendência ou pensa ser esse sistema o ideal para manter o Persepolis no topo?
São muitas tendências no futebol moderno, ficaríamos horas para discuti-las. Jogando assim o Persepolis pode atacar e defender em todas as posições. Na defesa jogamos de forma compacta e com organização. No ataque tentamos estender o campo criando mais espaços e mantendo um bom posicionamento, sempre em alta velocidade. Infelizmente perdemos Mohsen Khalili, melhor jogador do país, que está machucado e só volta em janeiro.

Você estreou como treinador principal já ganhando a Liga Iraniana pelo Persepolis e vem sendo apontado como um dos técnicos mais badalados da Ásia. A possibilidade de vê-lo dirigindo a seleção iraniana na Copa de 2014 aqui no Brasil é grande, não?
(Gargalhadas) Nada no futebol é impossível. Eu tive a sorte de trabalhar em três Copas do Mundo por Estados Unidos (98) e Coréia do Sul (2002 e 2006). É muito especial estar num Mundial e eu espero ter a oportunidade de levar uma seleção ao triunfo num futuro próximo.

Depois de muito tempo o Persepolis assinou com um jogador brasileiro, o atacante Leonardo. Foi indicação sua?
Os brasileiros são os melhores jogadores do mundo. Eu tive muito sucesso no Suwon Samsung Bluewings da Coréia do Sul e no Los Angeles Galaxy, dos Estados Unidos, trabalhando com brasileiros. Eu espero que ele se torne um jogador importante para o Persepolis.

 

 

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