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Nos 30 anos do primeiro título de Senna, relembre sua relação com o futebol

Há 30 anos, o esporte nacional vivia um momento marcante: Ayrton Senna conquistava o seu primeiro título na Fórmula 1. Ao lado de Nelson Piquet, protagonizava os anos áureos do automobilismo do país e iniciaria a partir de então uma dinastia, com mais dois troféus conquistados em 1990 e 1991. O ápice de um dos maiores pilotos de todos os tempos, assim como de um dos maiores ídolos que a torcida brasileira já venerou. Aproveitando a data, relembramos uma série especial lançada aqui na Trivela há quatro anos. Na semana em que a morte de Senna completou 20 anos, Ubiratan Leal produziu quatro matérias relacionando o futebol e o piloto. Aproveite:

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Quem tem mais de 28 anos lembra direitinho tudo o que aconteceu na manhã de 1º de maio de 1994. A morte de Ayrton Senna é um daqueles momentos que marcaram a vida do brasileiro. Mesmo quem não gosta de Fórmula 1 sabe o que estava fazendo e como recebeu a informação da morte do tricampeão mundial.

Era uma época diferente, em que o Brasil ainda tinha inflação e tinha orgulhos apenas esporádicos no futebol. As medalhas olímpicas eram poucas e o UFC tinha menos de um ano de vida. O automobilismo era um oásis, tão vencedor que rivalizava com o futebol em audiência na TV e espaço na mídia. Era algo grande, e é inegável que havia uma simbiose entre as modalidades, ainda que indiretamente.

O fato mais conhecido de Senna e futebol é o fato de ele ser torcedor do Corinthians. Mas, convenhamos, ele nunca se mostrou um fanático por futebol, alguém envolvido com seu time como Rubens Barrichello ou Felipe Massa. A ligação entre sua figura e o futebol é mais sutil, e é para isso que estamos aqui.

A Trivela não fala só de futebol em campo. Fala também da relação da bola com tudo o que está em volta dela. E, na semana do 20º aniversário da morte de um dos maiores pilotos de todos os tempos – o maior para muitos – e de um dos maiores esportistas que o Brasil já teve – o maior para muitos –, nosso tema não poderia ser outro.

A época de ouro do automobilismo brasileiro ocupou justamente o período em que a Seleção ficou sem ganhar Copas do Mundo. Veja como as corridas tomaram lugar dos jogos como local dos grandes festejos esportivos do Brasil.

Como uma derrota na Copa do Mundo motivou a criação de uma das imagens mais clássicas do tricampeão mundial.

Quarta: Por que o futebol brasileiro não tem um ídolo como Senna

O futebol é o maior esporte do mundo, e também do Brasil. Mas nenhum jogador reúne a imagem de mito e a idolatria que o piloto. Por quê?

O Dia do Trabalho de 1994 é lembrado pela tragédia em Ímola, mas foi um dia cheio de grandes jogos – e de grandes homenagens – nos gramados brasileiros. Veja o que aconteceu naquela tarde de tristeza e comoção nacional.

Foto de Ubiratan Leal

Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.
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