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Nelisse: Holanda com tempero caribenho

Ele tem origens genéticas no Caribe e seu futebol foi moldado na evoluída escola holandesa. Estamos falando do centroavante Robin Nelisse, do Utrecht, da Holanda. Ele bateu um papo conosco sobre sua carreira, suas preferências táticas e também falou de grandes jogadores de sua posição. ‘Geen’, como é chamado pelos jogadores e amigos, foi curto e objetivo nas respostas. Confira abaixo como foi esse contato com o jogador, hoje com 29 anos, produto das categorias de base do Feyenoord, de Roterdã.

Quando você começou sua carreira no Feyenoord, no final dos anos 90, você jogou junto com o argentino Julio Cruz (atual Internazionale), o dinamarquês Tomasson (atual Villarreal), e o Van Vossen, ex-seleção da Holanda. O que você aprendeu com esses atacantes?
Eu era jovem, então você sempre aprende com os jogadores mais velhos. Cruz era o que eu mais apreciava. Eu sempre observava como ele se movimentava no ataque e como ele procurava os espaços livres para finalizar as jogadas.

Você já jogou pela seleção de Aruba? Seus familiares são dessa ilha, no Caribe?
Sim, meu pai é de Aruba, mas eu não joguei pela seleção de lá. Eu joguei apenas na seleção holandesa sub-21.

Quando você deixou o AZ, em 2005, o clube passava por uma grande fase, com ótimas campanhas no Campeonato Holandês e na Copa Uefa, sendo apontado como uma das sensações na Europa. Por que você saiu do time naquela ocasião?
Eu tive uma excelente etapa no AZ, mas após cinco anos no clube já era hora de mudar, tentar a sorte em algum outro lugar.

No AZ, você trabalhou com o técnico Co Adriaanse, que foi campeão português na temporada passada, pelo Porto, e agora trabalha na Ucrânia. Ele é conhecido pelo seu temperamento difícil. Como foi trabalhar com ele?
Adriaanse foi um dos melhores treinadores que eu tive. Ele tem sua própria visão e ele sabe como transferir sua visão para os jogadores. Ele pode ser um homem muito difícil, mas ele é sempre honesto e claro no que faz. Gostei muito.

Qual era a grande ambição do Utrecht nesta temporada?
Nós queríamos classificar nosso time para a Copa Uefa, mas infelizmente não alcançamos esse objetivo. Na última temporada, nós quase conseguimos, mas falhamos na última rodada.

A Holanda fabricou muitos grandes centroavantes nos últimos tempos, como Van Nistelrooy, Kluivert, Hasselbaink e Van Hoojdonk. Qual deles você admira mais?
Eu prefiro Kluivert, quando ele está 100% em forma. No momento, Van Nistelrooy é melhor do que Kluivert porque ele é um jogador consistente. Ele (Nistelrooy) sempre faz muitos gols em várias competições.

Você teve algum centroavante no qual você se espelhou para moldar seu estilo?
Eu nunca tive um modelo. Mas no passado eu gostava de observar Batistuta e Van Basten. Eles foram verdadeiros matadores!

Nas últimas décadas, a Eredivisie teve Gullit, Romário, Bergkamp, Ronaldo, Van Nistelrooy, Kluivert e muitos outros que saíram daí para triunfar em ligas importantes na Europa. Muitos consideram a Holanda o lugar ideal para um futebolista amadurecer e partir para um desafio maior na Itália, Espanha ou Inglaterra. Você concorda?
É difícil explicar… Acho que esses jogadores teriam sucesso jogando em qualquer lugar, mesmo que nunca tivessem disputado a Eredivisie. O fato de muitos deles terem jogado aqui é só uma coincidência.

Qual o esquema tático em que você se sente mais à vontade para exteriorizar seu potencial?
4-3-3! Porque eu cresci nas divisões de base do Feyenoord inserido nessa tática, e por isso é mais fácil para eu jogar nesse esquema.

Você acha que Davids e Seedorf foram vítimas de injustiça na última Copa do Mundo? A Holanda precisava deles?
Sim, eu acho que eles foram vítimas de injustiça. São dois dos melhores jogadores holandeses.

O que você sentiu quando marcou aquele gol contra o Feyenoord, seu ex-time, em dezembro de 2006, pela Eredivisie?
É sempre muito legal jogar contra o Feyenoord. Não que seja algo especial marcar contra o meu ex-clube. Para mim, é como marcar contra qualquer outra equipe. Eu apenas faço meu trabalho.

Qual liga européia seria ideal para você jogar? Em qual delas seu estilo se encaixa melhor?
Inglaterra. Eu ainda não joguei em outro país porque não veio ainda uma proposta de um clube que me agrade.

Muitos dizem que o peruano Farfán, do PSV, é o melhor atacante da Eredivisie. O que acha?
Eu não acho. Para mim, no momento, Afonso Alves, do Heerenveen, me agrada mais.

Quais são suas ambições no futebol para o futuro?
Eu vivo dia após dia. Eu não planejo nada na minha carreira. Mas acho que seria legal uma experiência no exterior.

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