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“Não podemos perder pontos em casa”

De olho no inicio da K-League 2008, a Liga Sul-Coreana de futebol, a Trivela convidou para um bate-papo o atacante Denílson (foto ao lado), maior contratação do campeão Pohang Steelers. O baiano, de 31 anos, saiu cedo do Camaçari, interior da Bahia, para o futebol europeu, mas passou a maior parte da carreira nos Emirados Árabes. Eleito para a seleção da K-League 2007 e vivendo uma fase gloriosa na carreira, o novo ‘10’ do rubro-negro do leste sul-coreano contou tudo sobre o sucesso dos brasileiros no país, a convivência com os futebolistas locais e muito mais.
 

Você está chegando ao Pohang Steelers, que é o atual campeão sul-coreano. Como aconteceram as negociações? Eles te procuraram antes do Campeonato de 2007 acabar?
Sim, o Pohang entrou em contato, aí assinamos um pré-contrato um mês antes de acabar a Liga passada. Quando terminou o campeonato, nós firmamos o oficial com duração de dois anos.

Você se sente adaptado ao futebol da Coréia e está pronto para responsabilidade de jogar a Liga dos Campeões da Ásia 2008?
Estou porque já tenho muita experiência aqui na Coréia do Sul, joguei muitos anos nos Emirados Árabes e conheço muito bem a Ásia. Nós vamos trabalhar para chegar ao mundial interclubes da FIFA. O Pohang tem grandes jogadores e uma excelente estrutura com profissionais capacitados para disputar todas as competições.

Você já sabia como o técnico brasileiro Sérgio Farias, do Pohang Steelers, trabalha? Você já tinha conversado com ele?
Nós fomos adversários por duas temporadas e nos conhecemos bem. O professor sabe o meu estilo, e com um pouco mais de trabalho eu vou conhecendo um pouco mais do trabalho dele também.

Seongnam Ilhwa Chunma e Suwon Samsung Bluewings são os principais adversários a serem batidos nesta K-league 2008. O que torna esses times tão poderosos na Coréia?
Olha, o Pohang tem um objetivo que é classificar entre os seis primeiros para ir aos ‘play-offs’, aí nós vamos pegar quem estiver que pegar e os dois adversários citado tem muita força fora de campo, mas dentro das quatro linhas não tem isso. Nós jogamos de igual pra igual com todos…

Pela sua experiência na Coréia do Sul, qual o caminho para se chegar ao titulo da K-League?
O campeonato aqui é muito forte, o melhor caminho é não perder pontos em casa e buscar fora, daí quando classificar entre os seis, manter o time bem fisicamente.

O nível técnico da K-League é melhor que a Liga dos Emirados Árabes? Quais as principais diferenças?
Acho que agora não esta tão diferente, porque antes, nos Emirados Árabes, os jogadores trabalhavam e não eram profissionais. Hoje, todos da primeira divisão são profissionais. Aqui na Coréia eles estão na frente, todos são profissionais, uma das poucas diferenças é que os árabes eram muito preguiçosos e o coreano é muito trabalhador, treina muito e por treinar muito são melhores tecnicamente e fisicamente.

Considera o jogador coreano melhor que o árabe?
No momento, mas os árabes estão chegando com força, estão melhorando muito.

Quando observamos a tabela de artilharia das ligas da Coréia e do Japão, nos últimos anos, vemos que só dá brasileiros. Ter jogadores do Brasil é garantia de bons resultados na K-League?
Acho que é muito difícil um brasileiro fracassar, mas temos alguns que tem fracassado tanto aqui quanto em outras partes, mas é uma minoria. Quando estamos no Brasil sabemos que é muito difícil sobreviver com futebol, aí quando nós vamos para fora queremos vencer, e colocando Deus na frente tudo dá certo, mas não é fácil para nós.

A relação com os jogadores coreanos é tranqüila ou existem ciúmes deles em relação ao salário e o sucesso que os brasileiros fazem?
Como em todo lado, eles também tem ciúmes, mas nós sabemos levar. Trabalhamos com alegria e seriedade e com o tempo eles acostumam conosco. Nós levamos na boa, sabemos que para eles não é fácil lutar com os melhores do mundo (risos).

Enfrentar equipes japonesas é uma grande motivação para os coreanos? Existe muita rivalidade?
Muita! Coreanos e japoneses são como Brasil e Argentina.

Como foi trabalhar com Kim Ho, que é um treinador muito respeitado no país? Ele é exigente, gosta de trabalhar a parte tática ou de futebol solto e bem jogado?
Muito bom uma experiência maravilhosa, ele joga como nós, só no toque de bola. Muito bom treinador e boa pessoa. Ele tem muita idade (63 anos) mas participa dos bobinhos nos treinos, é muito legal, fico feliz de ter trabalhado com ele.

Quais as principais opções de passeio e lazer que existem em Daejeon? O que se pode fazer para passar o tempo na cidade?
Muitas coisas como pesca, shoppings, restaurantes, parques com a família e outras coisas.

As mulheres coreanas correm muito atrás dos jogadores? Existe essa coisa de 'maria-chuteira' na Coréia do Sul ou os jogadores não despertam muito interesse nelas?
(Gargalhadas) Olha, eu não recebi nenhuma cantada até hoje! Eu acho que elas não gostam dos estrangeiros, mas tem ‘Maria-Chuteira’, sim.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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