Nada mais a falar

A data de hoje não passará em branco para o Real Madrid. Não por causa da contratação de Fábio Coentrão: apesar de ser aposta válida, o lateral português é apenas mais um jogador na história do futebol. Este 5 de julho é importante na história merengue porque, há dez anos, pode-se dizer que o clube deu cartada decisiva na primeira fase dos “Galácticos”.

Tudo começou em Montecarlo, nas férias da temporada 1999/2000. Na premiação aos melhores da Liga dos Campeões que o Real acabara de ganhar, o presidente Florentino Pérez (que acabava de chegar mostrando a que viera, com a contratação de Figo) encontrou Zinedine Zidane, em uma mesa na festa. Pegou um guardanapo e escreveu: “Você quer jogar no Real Madrid?”. Entregou o papel ao francês, que respondeu no próprio guardanapo: “Sim.”

Uma temporada se passou. Ao final dela, Florentino e Jorge Valdano, já então diretor esportivo madridista, se reuniram com a trinca que comandava a Juventus na época: Roberto Bettega (vice-presidente), Luciano Moggi (diretor geral) e Antonio Giraudo (administrador geral). Bastou: em 5 de julho de 2001, por 75 milhões de euros, Zidane era do Real Madrid. A mais cara transferência da história do futebol, até então.

Certo, o marselhês descendente de argelinos já era reconhecido amplamente. Já ganhara a Copa do Mundo com a sua seleção. Já era o principal jogador na Juve. Mas é inegável: a ida para Chamartín, e os cinco anos passados lá, foram o que transformaram Zizou em um jogador que há de ser lembrado por toda a história do futebol. Foi usando a 5 merengue que o francês provou ser uma das melhores aquisições da era dos Galácticos. Sempre tornando o jogo mais clássico, sendo o centro do meio-campo, o centro de toda a armação.

Depois, Florentino se perdeu. As contratações passaram a ser mais midiáticas, no sentido de tornar o Real Madrid um time inesquecível, independente de títulos. Algumas vezes, o dinheiro foi pessimamente gasto. E os “Galácticos” naufragaram. Mas Zidane saiu ileso. Basta mencionar um fato: de todos os grandes representantes daquele momento da história do Real, a maioria saiu do clube pela porta dos fundos. Ronaldo, Figo, Beckham, Roberto Carlos… Zidane, não. Só saiu do Real porque se aposentou.

Até o Real, Zidane era craque. Durante e depois, virou lenda. Qualquer coisa, pode perguntar a Butt, que defendia o Bayer Leverkusen naquele gol que todo mundo conhece, em Glasgow, na final da Liga dos Campeões 2001/02.

O título do post foi a manchete principal do diário Marca, quando da contratação de Zidane, há dez anos. Veja a capa aí embaixo:

 

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Equipe Trivela

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